Não foi pela reeleição, diz Riedel sobre filiação ao PP

Para governador, mudança de partido se deve à reforma eleitoral

Foto: Henrique Kawaminami


A filiação do governador Eduardo Riedel ao PP (Partido Progressistas) da senadora Tereza Cristina não teve cálculo eleitoral. Em entrevista ao Bom Dia MS, na manhã desta quinta-feira (21), o governador garantiu que não pensou na reeleição do Executivo Estadual no ano que vem ao deixar o ninho tucano. Ele justifica a mudança como consequência da reforma eleitoral.

“A gente está passando por uma transição política importante. O Brasil mudou. Com a reforma política, a cláusula de barreira e todas essas discussões que foram colocadas, a gente está saindo daquela realidade de 35 partidos para um volume bem menor de partidos, o que é muito saudável. Eu sou totalmente favorável a isso, porque não tem ideologia para tudo isso, não tem diretriz pública para tudo isso”, disse

Riedel oficializou a filiação ao PP nesta terça-feira (19), durante a convenção nacional do partido. Apesar de negar interesse eleitoral, a movimentação resultou em um ganha-ganha para o governador. Ele deixa o PSDB sem perder a estrutura do partido, que conta com três deputados federais, seis estaduais, cerca de 40 prefeitos e 300 vereadores, que continuarão apoiando sua reeleição.

O grupo ainda contará com o reforço do PL no Estado, que será assumido no início de setembro pelo líder do grupo governista, o ex-governador Reinaldo Azambuja. Em entrevista ao podcast Na Íntegra, do Campo Grande News, no dia 4 de agosto, Reinaldo já havia indicado que o fim da dobradinha com Riedel no ninho tucano era a estratégia “mais inteligente” para alcançar o objetivo principal do grupo político: a reeleição do governador.

Mesmo com a troca partidária, Riedel garante que não haverá mudanças na gestão estadual, nem nas diretrizes, nem na composição do governo. “A gente foi para esse partido e mantém diretrizes que são alinhadas com os valores que eu sempre pratiquei na política: foco no resultado, desenvolvimento, crescimento, inclusão social. Tudo isso não muda dentro da nossa diretriz. O que muda é a sigla partidária a partir dessa transformação que a política brasileira está sofrendo nesse momento”, completou.

Segundo o governador, a composição do governo não foi pautada em acomodação partidária. “Eu sempre busquei a indicação para o secretário, para o time que está à frente de políticas públicas importantes, pessoas que fossem alinhadas com o nosso plano de governo independentemente de partido. Essa foi a minha orientação central desde o início. A gente continua trabalhando independente de novo. Pelo fato de o governo não ter todo esse vínculo partidário, a gente continua trabalhando para as pessoas, para o público, com a diretriz e com o monitoramento dos resultados alcançados”, finalizou.

Fonte: Campo Grande News