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Quando vamos a casa de uma amigo ou conhecido, principalmente se chegamos sem avisar, geralmente ouvimos uma famosa frase: não repare a bagunça! Parece até um mantra. Mas pensando em bagunça, é hora de nos debruçarmos sobre esse tema.
Ao olharmos um ambiente desorganizado, com tudo revirado e fora dos seus devidos lugares, com um certo acumulo de sujeira, qual a impressão e sentimento que temos? Tristeza, insatisfação, ansiedade… O oposto acontece quando adentramos em um lugar arrumado e cheiroso, automaticamente nossa alma suspira feliz.
Mas a organização ou a desordem não são restritas à ambiente físicos, estão relacionadas a qualquer outra área da vida, como a profissional, sentimental e inclusive a vida financeira. Não é raro encontrar pessoas totalmente perdidas em suas finanças e sem qualquer perspectiva de como sair dessas desagradáveis situações. Porém, quando lançamos um olhar mais apurado, percebemos o quão bagunçados estão seus orçamentos. Não há clareza sobre o total das receitas e não se sabe para onde estão sendo drenados os recursos, simplesmente a única percepção é que sobra mês no fim do dinheiro. Triste!
Qual o caminho para arrumar as coisas? Definitivamente usar a frase, – não repare a bagunça, – não vai ajudar. Na verdade é preciso sim, reparar e muito a bagunça, encará-la de frente, por mais sentimentos nocivos que sejam aflorados no primeiro momento. Como uma ferida aberta precisa ser limpa, antes de passar pela sutura. Por mais que gere uma dor profunda, a limpeza do corte é a essência da cura. Se não limpar, uma infecção será instalada e o caminho a seguir só irá piorar. Assim também se faz necessário com o orçamento familiar.
Primeiro é preciso juntar tudo que está espalhado, no nosso caso aqui, se trata das informações que estão jogadas em algum lugar. O extrato do banco, do cartão, as notinhas da padaria, ou seja, é necessário juntar tudo isso e colocar essas informações em uma sequencia organizada, para facilitar a leitura e interpretação. O passo seguinte é a limpeza. Com base nos dados coletados, deve-se olhar de forma racional e limpar tudo o que for superficial. Nesse momento a tentação de dizer que tudo é importante e nada é supérfluo será grande, mas aguente firme, cortar um serviço de streaming não vai matar ninguém de tédio, trocar o plano de celular por um mais barato, não vai deixar ninguém mudo. Evitar algumas saídas para jantar, não fará ninguém passar fome. Quando nos permitimos organizar as coisas, a criatividade vem à tona e nos mostra inúmeras alternativas, muitas delas à custo zero. Depois da casa arrumada, é mais fácil seguir para o terceiro passo, a manutenção. De nada adianta gastar um tempo enorme e muita energia para colocar em ordem toda a bagunça acumulada de anos, e não dar continuidade em manter tudo isso sob controle.
Para facilitar o seu processo em busca de uma vida financeira mais arrumada, memorize esses três passos: juntar, limpar e manter. Pode não ser fácil ou muito animador, mas com certeza será um processo transformador.
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Empreendedor e especialista em gestão estratégica pela USP. Atua como conselheiro e palestrante na área de finanças pessoais à luz da Bíblia.
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