Novo acordo na Santa Casa mantém serviços reduzidos com atrasos nos pagamentos até dia 30

Acordo inicial prevê a quitação de três salários atrasados em janeiro, dois em fevereiro e dois em março

Foto: Sinmed-MS

Médicos da Santa Casa de Campo Grande aceitaram esperar o pagamento das duas parcelas atrasadas — referentes à quitação de janeiro — até o dia 30, o que pode impactar a prestação de serviços nesta sexta-feira (16). Ao todo, são seis competências em atraso, que foram divididas para pagamento nos próximos três meses.

Marcelo Santana Silveira, presidente do Sindmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), informou que houve uma reunião com a direção do hospital, na tarde de quinta-feira (15), no Ministério Público de Mato Grosso do Sul, relatando que o acordo não foi cumprido como previsto. Contudo, a categoria aceitou esperar até o fim deste mês.

“Os médicos vão aguardar; vai continuar sem o funcionamento pleno do serviço, pois são várias funções que não estão sendo realizadas pelo atraso”, descreve.

Pelo acordo original, a Santa Casa deve pagar aos médicos que atuam como PJ (Pessoa Jurídica):

  • janeiro: quitação de 3 competências em atraso;
  • fevereiro: quitação de 2 competências;
  • março: quitação de 2 competências.

“Este mês só houve o pagamento de uma; estão faltando duas, e eles [hospital] pediram para refazer esse acordo e pagar até o dia 30. Os chefes do serviço aceitaram, mas não vão retornar de forma plena até a quitação dessas duas que estão faltando neste mês”, pontua.

Acordo

O acordo prevê que a Prefeitura de Campo Grande e o Governo do Estado façam uma complementação financeira à Santa Casa. Ao todo, a instituição deve receber R$ 54 milhões, valor que será repassado em quatro parcelas mensais, entre janeiro e abril de 2026. Os recursos visam regularizar os atendimentos, além de garantir o pagamento de médicos e colaboradores.

Dos repasses municipais, cerca de R$ 10 milhões são referentes a acordos com empresas, além de um aporte direto de R$ 5,2 milhões, também dividido em quatro parcelas.

Já o Governo do Estado deve enviar um montante extraordinário de R$ 14 milhões, igualmente parcelado em quatro repasses mensais e consecutivos de R$ 3,5 milhões, entre janeiro e abril de 2026. Ambos os repasses têm o dia 10 do mês como prazo.

A reportagem acionou a Santa Casa, Prefeitura e Governo do Estado questionando a falta de repasses aos médicos. O espaço segue aberto para posicionamento.

Fonte: Midiamax