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Comemorado no dia 1° de Outubro, o Dia Internacional do Idoso foi instituído em 1990 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de promover debates acerca do envelhecimento populacional e da criação de políticas públicas para assegurar a qualidade de vida inclusive na velhice.
Segundo a projeção realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 45 anos, os brasileiros com mais de 60 anos deverão corresponder a cerca de 37,8% da população do país, o equivalente a um total de 75,3 milhões de pessoas idosas. Esta mudança radical na pirâmide etária do país preocupa especialistas que afirmam que o Brasil ainda carece de ações específicas para essa parte importante da população.
Na manhã desta terça-feira, o Jornal da Hora recebeu em entrevista as conselheiras municipais do idoso, Jessica Alda e Maria Christina Gomes, que falaram a respeito das iniciativas públicas e privadas para os idosos, além de apontarem as necessidades apresentadas por este grupo.
“A população idosa, hoje, é extremamente ativa. Digo isso incluindo aqueles que estão abandonados e que com investimento e uma equipe multidisciplinar conseguem dar uma resposta. Aqui em Campo Grande, nós precisamos investir mais na área da saúde para o idoso”, relata Maria Christina, que, além de conselheira, também atua como superintendente no lar para idosos, Sirpha.
Jessica reforça ainda a importância da construção de centros dias e de outros lares permanentes para que as famílias possam deixar os idosos e eles possam receber os cuidados adequados, além de terem momentos de lazer e socialização.
“Às vezes até o próprio idoso percebe que há uma necessidade dele estar recebendo cuidados maiores do que ele vem recebendo, e até de ter uma integração com outros idosos. O preconceito e a falta de informação ainda é muito forte entre os familiares, mas essa também é uma demonstração de carinho, porque nas instituições nós oferecemos uma rotina, todos os dias eles acordam no mesmo horário, tomam café no mesmo horário, remédio, de modo que melhora a qualidade de vida deles em relação a essas doenças senis”, defende.
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Assista a entrevista na íntegra:
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