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A colisão de veículos contra animais silvestres é um problema crônico nas rodovias de Mato Grosso do Sul e causa, além de um impacto significativo na biodiversidade da região, danos materiais e físicos para diversos motoristas. De acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS), entre 2017 e 2020, 180 animais foram vítimas de colisões veiculares e quase 50 pessoas perderam suas vidas ao colidirem contra antas, entre 2013 e o primeiro semestre de 2025.

Em entrevista o Jornal da Hora, na manhã desta quarta-feira (9), o Secretário Executivo do Observatório Rodovias Seguras para Todos, Tiago Toma, falou sobre a problemática e apresentou medidas para mitigar esta realidade no estado. A iniciativa une diversas ONG´s que atuam com a proteção animal e desde 2013 estuda o aspecto das colisões veiculares.
“As passagens inferiores de fauna sozinhas não funcionam na sua completude. É necessário fazer o cercamento para direcionar este animal até a o local em que ele pode fazer a travessia de forma segura. A gente está então cobrando as agências para que isso seja feito a partir de agora nas rodovias que estão sendo pavimentadas e ajustado nas rodovias que foram construídas antes de haver esse regramento”, explica.
A conscientização dos motoristas também é fundamental para a redução de acidentes do tipo, principalmente em locais que já são conhecidos pela grande circulação de animais ou que possuem a sinalização referente a possibilidade de animais na pista. Manter o limite de velocidade especificado é outra forma de evitar uma colisão mais grave ou até que ela ocorra.
Para contribuir com o Observatório Rodovias Seguras para Todos na cobrança por medidas de mitigação e pela preservação da vida humana e animal, entre em contato a partir do Instagram @RodoviasSeguras.
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Assista a entrevista na íntegra:
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