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O tempo em que as mulheres estavam restritas apenas ao ambiente doméstico hoje parece uma realidade distante. Após décadas de luta por espaço e direitos, elas passaram a ocupar diferentes áreas da sociedade e, muitas vezes, precisam conciliar, nas mesmas 24 horas do dia, responsabilidades como maternidade, casamento, carreira profissional e estudos.
Se por um lado essa presença ampliada representa conquistas importantes, por outro também revela um desafio crescente: a sobrecarga emocional e mental enfrentada por muitas mulheres na vida contemporânea.
Nesta sexta-feira (6), em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o programa Papo de Psicóloga, da Rádio Hora 92,3 FM, abordou justamente essa sobrecarga emocional e psíquica. Durante a entrevista, a psicóloga Paloma Ujacow destacou que o excesso de responsabilidades frequentemente vem acompanhado de um sentimento de culpa por não conseguir atender a todas as demandas.
“Esse excesso de exigência pode levar a um sentimento de exaustão, que é realmente uma exaustão emocional, gerando irritabilidade e sofrimento. Muitas mulheres pensam: ‘eu gostaria de ser boa em tudo que faço. Eu me propus a fazer tudo isso e não estou conseguindo’. Então a culpa se torna muito grande e essa mulher internaliza as cobranças sociais, passando a se cobrar de forma muito rígida”, explica.
Para Paloma, buscar equilíbrio é um passo importante para diminuir a autocobrança e tornar a rotina menos exaustiva. Ao compreender que não é possível dar conta de tudo sozinha, muitas mulheres passam a dividir responsabilidades e a incluir maridos e filhos nas tarefas domésticas e nos cuidados do dia a dia.
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Por Redação Grupo Hora
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