Participação popular é chave para avanço do voto impresso, afirma ativista Miriam Gimenez

No final do último ano, 2024, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, aprovou o Projeto de Lei 1169/15, do deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO), que mantém o sistema de votação atual, mas prevê uma contagem manual e pública de pelo menos 5% das urnas de todo o país, feita na própria seção eleitoral por membros da mesa receptora, sob acompanhamento de representantes dos partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades interessadas.

As manifestações para a contagem pública dos votos existem desde as eleições de 2018, momento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro alegou fraudes no resultado das votações. Desde então, a pauta tem crescido e ganhado relevância social, principalmente entre os seus apoiadores. Essa contagem pública tem o objetivo de funcionar como uma auditoria aleatória para identificar possíveis inconsistências entre os votos eletrônicos e seus comprovantes físicos. 

Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta segunda-feira (8), a procuradora federal e ativista pela contagem pública de votos, Miriam Gimenez, deu detalhes a respeito da evolução da pauta dentro da câmara e reforçou a importância da participação popular para que o projeto possa ser aprovado. “O começo foi de muito impedimento, não se podia falar sobre esse assunto, mas nós não desistimos e fomos atrás do povo. Foi essa pressão que fez o projeto passar nas comissões do Senado e da Câmara”, relata. 

Miriam ainda defende que mediante uma comprovação física do voto registrado, que pode passar por um contabilização e por futuras conferências, o processo eleitoral se torna mais transparente, justo com a população e menos suscetível a possíveis fraudes. 

Assista a entrevista na íntegra: