Pesquisa indica que cerca de 90% das pessoas estão infelizes em seus trabalhos

Foto: Alex Nantes

O Giro Notícias de sexta-feira (15) recebeu o especialista em transição de carreira, Sanger Santos. 

O índice de insatisfação e infelicidade no ambiente de trabalho é alto. De acordo com a pesquisa realizada em 21 estados, pelo consultor de carreiras Fredy Machado, para seu livro “é possível se reinventar e integrar a vida pessoal e profissional”, cerca de 90% das pessoas estão infelizes em seus trabalhos. Desse percentual, 36,52% dos profissionais estão infelizes com o trabalho que realizam e, 64,24% gostariam de fazer algo diferente do que fazem hoje para serem mais felizes. Para o autor da pesquisa, o descontentamento é provocado por uma série de motivos. O principal deles é a definição da profissão muito cedo ou através de imposição dos pais.

No Brasil, estima-se que 5,8% da população sofram com depressão, tornando o país o quinto do planeta com maior número de casos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença que será a segunda principal causa mundial de afastamento de profissionais até 2020. No ano de 2016, a Previdência Social registrou afastamento de 75,3 mil trabalhadores por causa de quadros depressivos, sendo 37,8% do total de licenças por distúrbios psíquicos.

Sanger Santos explica que é necessário escolher algo una o trabalho e a satisfação, porque é fato comprovado que a produtividade aumenta em proporção direta à satisfação das pessoas envolvidas. “Há alguns anos as pessoas não escolhem a profissão, quem decidia eram os pais ou o próprio meio financeiro que ditava a decisão. Só que atualmente, não existe uma única profissão, o interesse é buscar o que faz sentido na vida. Essa pesquisa apresenta justamente isso, as pessoas estão trabalhando por opinião de terceiros”. 

Assista a entrevista na íntegra: