Planejamento financeiro. Esse é o segredo para um 2026 sem dificuldades nas contas e longe de dívidas. Em um cenário de incertezas e altas taxas de juros, a organização é a melhor escolha para evitar a inadimplência.
Em entrevista ao Jornal da Hora desta segunda-feira (16), o pró-reitor de Pesquisas e Pós-graduação da UCDB e PHD em Economia, professor Michel Constantino, destacou a necessidade do planejamento financeiro logo no início do ano.

Segundo o professor, a organização é essencial para que mesmo em situações inoportunas, não ocorram situações de desespero ou inadimplência.
“Início do ano é planejamento. Durante o ano podem acontecer algumas coisas como melhorar o emprego, mas também pode perder ou alguém da família pode perder o emprego. E tudo isso começa a contribuir para deteriorar as contas da família e o orçamento familiar, e aí é importante organizar as contas pra isso. Temos um cenário de juros altos e isso impacta bastante no consumo. Agora é a hora de organizar as coisas e planejar esse ano“, disse.
Uso controlado do cartão de crédito
Um dos passos principais do planejamento financeiro é o uso controlado do cartão de crédito.
O professor explicou que o cartão de crédito é uma alternativa positiva na hora de compras, desde que seu uso seja restringido a um valor que possa ser pago sem atraso.
“É uma alternativa positiva, só que você tem que pagar na data certa e é comum as pessoas ficarem usando e pagarem somente o mínimo. Cartão de crédito é o juros mais alto que existe, com 300% ao ano, então não se deve fazer isso. O problema é que as pessoas se apertam e acabam fazendo […] Se você usar da forma correta, você tem boas possibilidades, mas é preciso ter planejamento e realizar o pagamento certo”, disse.
Complementação da Renda
Entre os meios para a manutenção das contas em dia, o professor destacou a necessidade de complementar a renda mensal. Seja a partir de um segundo emprego ou de uma iniciativa empreendedora, o complemento financeiro é uma boa saída para as famílias.
“O brasileiro tem o salário na média de R$2.000, que é baixo. Falam que o Brasil é um país rico, mas isso é mentira, o Brasil é um país de pobres. Então se você tem isso, você tem que buscar alternativas. A população faz um bico. Você vê por exemplo as pessoas fazem coisas simples: um brigadeiro pra vender ou um bolo pra vender. Em geral é informal, mas isso contribui muito”, disse.
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Texto por Redação Grupo Hora
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