Prazo para pagamento do IPTU termina nesta quinta; prefeitura aponta taxa do lixo como maior responsável pelo aumento do valor

O prazo para pagamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) de 2026 se encerra nesta quinta-feira (12). O pagamento é referente ao pagamento à vista e também à segunda parcela do pagamento parcelado. 

A data foi mantida pela justiça em decisão anunciada ontem, por meio do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, que definiu também o reajuste limitado a 5,32% em relação ao valor do último ano. 

Cecília Saad no estúdio Grupo Hora. Foto: Maria Luiza Massulo

Em entrevista ao Jornal da Hora, a Procuradora Geral do Município, Cecília Saad Cruz Rizkallah, destacou que a prefeitura de Campo Grande prestará apoio à população durante todo o dia. 

A prefeitura estará à disposição para sanar dúvidas e evitar que o contribuinte fique inadimplente. 

“A partir das 7h30 já tínhamos pessoas atendendo. A prefeita pediu e nós disponibilizamos todos e toda a estrutura está aguardando a população. Nós pedimos que qualquer dúvida você utilize a internet, para que os idosos ou pessoas com dificuldades possam ser atendidos pessoalmente. Até que o último seja atendido estaremos lá”, disse. 

O atendimento presencial é realizado na Central de Atendimento ao Cliente (CAC), endereçado na Rua Manoel Cândido Mariano, 2655. O telefone para contato é o (67) 99677-8623, e o site é iptu.campogrande.ms.gov.br.

Taxa do lixo e contrato com a Solurb

A respeito das polêmicas relacionadas ao valor cobrado, a procuradora geral explicou que o encarecimento ocorreu em sua maior parte,  devido a cobrança de taxa de lixo. 

Segundo Cecília Saad, a cobrança se tornou necessária devido aos altos custos da manutenção do serviço. Ela também criticou o contrato assinado junto a Solurb, responsável pela coleta do lixo.  

“A gente tem um desastre no contrato com a Solurb. O valor é acima de R$130 milhões por  ano para recolher o lixo. Nós arrecadamos um pouco mais de R$40 milhões, então  tem uma diferença no contrato que o município assume e  deixa de investir na cidade. Dentro da situação foi analisada e a taxa tem que ser dividida e então entendeu-se pela correção do valor”, disse. 

Texto por Redação Grupo Hora

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