Prefeitura quer suspender ação do parquímetro para estruturar nova licitação

Fonte: Henrique Kawaminami, Campo Grande News

A Prefeitura de Campo Grande quer a suspensão do processo sobre a devolução de R$ 5 milhões do parquímetro. A justificativa é de que seria uma medida de “cautela e prudência administrativa”, permitindo que o Poder Executivo, por meio da Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos) e da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), possa planejar e estruturar o futuro certame licitatório com base em dados concretos e judicialmente consolidados sobre a disponibilidade desses créditos.

“A suspensão não configura procrastinação, mas sim a busca por uma solução definitiva e financeiramente responsável para o problema, evitando a assunção de obrigações inviáveis ou a criação de passivos futuros para o Município”, aponta a PGM (Procuradoria-Geral do Município).

A ação foi proposta pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e tramita na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande. Na última sexta-feira (dia 27), a Agetran anexou o posicionamento da PGM e também pediu a suspensão da ação, destacando que há outro processo sobre o tema numa Vara de Fazenda Pública.

O contrato para explorar o estacionamento rotativo durou 20 anos em Campo Grande, entre 2002 e 2022.

Conforme o Decreto Municipal 15.154/202, os valores das tarifas pelos serviços de estacionamento rotativo adquiridos pelos munícipes e não utilizados até o dia 22 de março de 2022 ficariam de crédito, para utilização junto à empresa vencedora do certame.

A lei que autoriza a nova concessão já foi sancionada, mas o processo de licitação não avançou.

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