Projeto de telessaúde leva atendimento médico remoto para cerca de 22 mil indígenas na região de Dourados

Foto: Divulgação, HU UFGD

Criado pelo Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, o serviço voltado para o atendimento via telessaúde tem o objetivo de levar atendimento médico por videoconferência pra cerca de 22 mil indígenas das aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados (MS). 

De acordo com dados do Censo 2022, realizado pelo IBGE, Mato Grosso do Sul possuí a terceira maior população indigena do Brasil. A iniciativa foi lançada com o aval de autoridades indígenas e é uma forma de garantir atendimento médico para a maior reserva indigena do estado e para os povos presentes nas regiões mais afastadas da região urbana, respeitando a cultura das etnias. 

Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta quinta-feira (24), o Chefe da Unidade de E-Saúde do HU-UFGD, André Rogério, deu detalhes a respeito da implementação do projeto, além de projetar passos futuros para a ampliação da iniciativa. “Para tocar esse projeto a gente primeiro identifica o que temos condição de entregar para essa população,por isso começamos com a psiquiatria, mas já vislumbrando um avanço em outras especialidades como endócrino, imunologia, cardiologia e assim por diante”, explica. 

O trabalho está sendo desenvolvido em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI ) do Ministério da Saúde e conta com financiamento da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDECT ), que têm auxiliado para fornecer a estrutura necessária para a execução do projeto. 

Assista a entrevista na íntegra: