
A proteção integral de crianças e adolescentes é um dos maiores desafios da sociedade contemporânea. Em um cenário em que a violência física, psicológica e sexual ainda afeta milhares de jovens, somam-se agora as ameaças virtuais, que se espalham pelas telas com a mesma gravidade dos crimes cometidos fora do ambiente digital. Garantir um espaço seguro para este público, portanto, depende não apenas de políticas públicas e ações da Justiça, mas também da atenção e do compromisso das famílias em reconhecer sinais de risco e buscar ajuda.
Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta sexta-feira (3), o juiz da Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente, Dr. Ronaldo Onofre, falou sobre o processo de julgamento de crimes envolvendo crianças e jovens menores de 18 anos na posição de vítimas e a importância da realização da denúncia, tanto em casos de crimes envolvendo o acesso às redes, quanto em casos de violência física, sexual ou psicológica.
“Às vezes, a demora para denunciar e levar isso ao conhecimento das autoridades, torna a apuração do delito um pouco mais difícil porque se perdem os vestígios. Então é muito importante que primeiramente os pais tenham esse controle mais próximo do que os filhos estão consumindo na internet para monitorar o que os filhos acessam. Muitos pais pensam que por estar dentro do seu do seu quarto o jovem está protegido, mas uma criança e um adolescente com acesso a internet é o mesmo que se ele estivesse sozinho na rua de madrugada”, defende.
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O juiz destaca também que grande parte dos abusos são cometidos pelos próprios parentes ou amigos próximos da família, o que costuma ser um dificultador para a realização da denúncia. É por esse motivo que os meios de denúncias permitem que o caso seja relatado de forma anônima.
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Assista a entrevista na íntegra:
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