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No último sábado (8), Campo Grande recebeu o 2° Simpósio de Psicopedagogia de Mato Grosso do Sul, com o tema “Psicopedagogia e Saúde Mental: Interfaces e Desafio”. Na ocasião, o evento reuniu profissionais da área que aproveitaram para debater o tema do reconhecimento da categoria como prática essencial, principalmente na área da saúde.
Em 2023, o exercício da psicopedagogia foi aprovado pela Comissão de Educação, definindo os profissionais que podem atuar na área, sendo primordialmente, aqueles que possuem diploma em curso de graduação ou pós-graduação nesse campo do conhecimento.
Em entrevista ao Jornal da Hora, desta segunda-feira (10), a presidente nacional do sindicato, Jossandra Barbosa destacou sobre a importância da profissão ser reconhecida como prática essencial na área da saúde.
“A psicopedagogia historicamente foi vista como parte da educação, mas, agora, a gente entende que não aprender causa problemas de saúde mental. Se essa pessoa não está bem, ela vai ter um desenvolvimento de doenças, de psicopatologias e a psicopedagogia junto com os demais profissionais da saúde vão ter a sua contribuição para recuperar esse indivíduo”, relata.
Jossandra reforça ainda que o reconhecimento em ambas as áreas permite que o Estado passe a assegurar políticas públicas voltadas para o acompanhamento de crianças e adultos com dificuldades de aprendizagem, tornando o trabalho dos profissionais na área mais democrática e acessível.
“A psicopedagogia tem contribuído muito para a saúde mental, mas infelizmente dentro de um espaço privado, porque os espaços públicos ainda são muito deficitários. Por isso, a gente também traz esse clamor, para que os nossos governantes municipais e estaduais olhem pra saúde mental e inclua a psicopedagogia como política pública. Quantas crianças estão sendo prejudicadas neste momento por não terem acesso a esses profissionais dentro da rede SUS?”, defende.
O Projeto de Lei n° 116/24, foi aprovado na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e agora segue para deliberação das comissões de Saúde e Constituição e Justiça (CCJ), antes de ser votado em Plenário e, posteriormente, pelo Senado Federal.
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Assista a entrevista na íntegra:
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