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O Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso do Sul oficializou nesta terça-feira (26) a saída dos servidores que ocupavam cargos na base do governo do governador Eduardo Riedel (PP). A reunião com o chefe do Executivo estadual ocorreu em clima amigável e marcou a formalização do rompimento político, anunciado no início do mês.
O presidente estadual do PT, deputado federal Vander Loubet, afirmou que a entrega dos cargos — cerca de 20 — será gradual. Segundo ele, a decisão foi motivada pela filiação do ex-governador Reinaldo Azambuja ao Partido Liberal (PL), fator que inviabilizou a continuidade da aliança.
“Eles tomaram a decisão de se aliar àqueles que ajudamos a derrotar, o que impossibilitou qualquer aproximação. Estamos saindo pela porta da frente, como entramos”, declarou Loubet. Durante o encontro, Riedel agradeceu o trabalho do partido na gestão.
Além disso, o PT anunciou que vai se organizar para fortalecer a campanha de reeleição do presidente Lula e prepara ações estaduais para discutir um nome para concorrer ao governo em 2026.
O rompimento decorre de posicionamentos recentes do governador contrários a decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que beneficiaram o ex-presidente Jair Bolsonaro. O PT avalia que essas atitudes ferem os princípios do Estado democrático de direito.
Mesmo na oposição, o partido promete manter uma relação institucional para assegurar investimentos federais no estado, beneficiando a população e os serviços públicos.
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