
Por Alex Nantes
O Jornal da Hora desta terça-feira (7) recebeu o Secretário Jurídico do Sindicato dos Bancários, Orlando Almeida. Ele falou sobre a jornada de trabalho dos bancários, dificuldades do setor e o atual momento das instituições e a relação com a tecnologia.
O presidente Jair Bolsonaro assinou a Medida Provisória 905/19, que institui o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, um programa que incentiva a contratação de jovens, mas que também promove uma série de mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre as mais polêmicas, está a possibilidade de abertura dos bancos aos sábados e o consequente aumento da jornada dos bancários.
Segundo a MP, a duração normal do trabalho dos empregados em bancos, em casas bancárias e na Caixa Econômica Federal, para aqueles que operam exclusivamente no caixa, será de até seis horas diárias, o equivalente a trinta horas de trabalho por semana (como era para todos os bancários até a semana passada). Agora, pode ser pactuada jornada superior, a qualquer tempo, mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.
“Hoje a categoria é regida por acordo coletivo. O acordo coletivo sobrepõe à legislatura e isso é uma das maiores dificuldades. Os trabalhadores bancários tem um grande número de metas para cumprir, isso faz com que muitos desenvolvam doenças com a jornada”, afirmou Orlando.
Tecnologia
Outro ponto falado durante a entrevista foi sobre o alto investimento que as instituições bancárias fazem no campo da tecnologia da informação e automação, desde a década de 90, quando se criou os caixas eletrônicos.
Greves
As greves do setor é algo que preocupa muitos trabalhadores brasileiros, Orlando disse que as greves são fundamentais para que os trabalhadores do setor tenham uma qualidade de trabalho melhor e para o bem do cidadão. “Nós fazemos greves para a criação de novos postos de trabalho, e para buscar melhor condição de atendimento para a população, o que resulta a diminuição de filas. Quando os bancários fazem as reivindicações é para o bem próprio e da população”, pontuou.
Assista a entrevista na íntegra:
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