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Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), até este mês de setembro 212 pessoas morreram por suicidio em Mato Grosso do Sul. Destes, 71 eram jovens e 9, adolescentes. Considerado um problema de saúde pública, o suicidio é a última saída encontrada por muitos para aliviar o sofrimento sentido em vida e pode ser prevenido com o acompanhamento psiquiátrico e terapêutico.
Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta sexta-feira (12), o médico psiquiatra Marcos Estevão, falou sobre a importância de não tratar o tema como um tabu, incentivando as pessoas que hoje convivem com a depressão e outras patologias a procurarem ajuda com especialistas. “O suicídio na verdade às vezes parece uma coisa vexatória para a família, por isso não se fala a respeito antes, quando o individuo pensa em acabar com a própria vida, e muitas vezes não se fala do próprio suicídio, depois que ele é consumado. Falar sobre isso é importante, só que com responsabilidade pra não glamourizar o ato suicida”, explica.
De acordo com informações fornecidas pelo doutor, atualmente profissionais e pesquisadores da área acreditam que 96,8% dos casos de suicídio acontecem com pessoas que já sofrem com transtornos mentais, que se tratados podem evitar que a pessoa decida por tirar a própria vida. Diante disso, é importante também que o poder público faça investimentos principalmente nas instituições de atendimento psiquiátrico.
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Assista a entrevista na íntegra:
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