
A queimada que há 10 dias atinge o Pantanal sul-mato-grossense já destruiu uma área equivalente à cidade do Rio de Janeiro. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), já foram queimados 122 mil hectares na região de Corumbá e Miranda.
Este é o segundo incêndio de grandes proporções no Pantanal em dois meses. No primeiro, só em uma fazenda, foram destruídos 35 mil hectares.
A dimensão do incêndio desta vez é bem maior. O governo do estado resumiu como de “proporções nunca registradas” e “cenário de devastação”. A faixa de fogo vai da BR-262, que leva até a cidade de Corumbá, até pontos de difícil acesso no meio da mata.
Quem passava pela rodovia se via cercado. De um lado fogo, no outro vegetação queimada e à frente e atrás, cortina de fumaça. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não interditou a rodovia, porém, pediu que se evitasse passar por lá à noite. Na BR, o cenário é flora cinza.
Mata à dentro, animais mortos queimados. Entre eles, jacarés. Outros tentam fugir dos focos de calor e das chamas. Somente em uma estrada, em um trecho de 12 quilômetros, quatro pontes foram queimadas e os bombeiros precisaram abrir um desvio para tráfego de moradores da região.
Além de moradores, a região concentra pousadas e ainda uma base de pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O fogo chegou bem perto da base de estudos. Funcionários passaram o domingo jogando água na vegetação para encharcar o solo.
Alagados secaram com o calor do incêndio. Em um deles, onde havia também plantas aquáticas, só ficaram cinzas e peixes ainda se debatendo na lama que sobrou.
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