Queimadas no Pantanal podem ter início a partir de maio, alerta meteorologista Natálio Abrahão

Com precipitação abaixo da média esperada, Mato Grosso do Sul tem passado por um intenso período de calor, que afeta principalmente cidades interioranas como Porto Murtinho. Localizada a 439 km de Campo Grande, a cidade liderou como a mais quente do país por oito dias consecutivos durante o mês de janeiro. 

O cenário é preocupante principalmente para agricultores, em especial para aqueles que cultivam grãos como a soja, e para criadores de aves, que são seriamente afetadas pelo calor intenso. A falta de chuvas também é um agravante para as queimadas pantaneiras que comumente acontecem entre os meses de maio e setembro.

Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta terça-feira (25), o professor e meteorologista, Natálio Abrahão, fez previsões climáticas para o Mato Grosso do Sul em 2025 e apresentou as dificuldades que podem surgir em decorrência dos períodos de estiagem e das queimadas que aconteceram em momentos anteriores.

“As queimadas de 2020 demoraram em torno de oito a nove meses para serem controladas, mas as consequências delas na região do Amolar, do Pantanal e próximas de Miranda se refletem ainda neste ano. Porque a renovação da vegetação depende da regularidade das chuvas”, explica.

O professor alerta ainda que o ano de 2025 não estará livre das queimadas. As previsões indicam que entre os meses de maio e setembro a região já estará mais vulnerável e poderá começar a apresentar incêndios florestais.

Confira a entrevista na íntegra: