Recuperação do Centro Histórico de CG passa por fiscalização e inspeção predial, dizem engenheiros

Luiz Henrique e Mito Gebara no estúdios Grupo Hora. Foto: Maria Luiza Massulo

O Jornal da Hora desta quinta-feira (26) recebeu o Coordenador da Câmara de Engenharia Civil e Agrimensura, Luiz Henrique e o Diretor administrativo, da caixa do profissionais do CREA, MÚTUA MS, Mito Gebara. 

Durante a entrevista, os engenheiros explicaram que estão apresentando uma série de propostas e proposituras ao município e ao estado, voltados à melhoria da infraestrutura. 

Em Campo Grande, se destaca a recuperação do Centro Histórico da capital. Segundo Luiz Henrique, a região apresenta diversos problemas que causam o vazio na área. O objetivo é, por meio de proposituras, recuperar o local.

“Por que é que você vê um vazio no centro histórico? Porque o proprietário fica alheio. Ele não consegue alugar porque o Corpo de Bombeiros não deixa adequar.

Então nós temos esse patrimônio e nós temos que dar destinação pra chamar o centro e recuperar esse centro histórico”, disse. 

Para recuperar o centro, Luiz Henrique explicou que as ideias se baseiam na fiscalização das permissões e alvarás das construções, incentivando o investimento e a circulação de pessoas na área. 

“Nossa propositura é achar um meio com o município de prestar serviço para os proprietários para adequarmos as normas. Nós podemos fazer comércios nesses imóveis tombados mas de pouca circulação. Fica mais fácil você conciliar todas as leis de segurança pública sem o proprietário arcar e isso vai fazer ele ter renda com o imóvel e nós vamos conseguir segurar o nosso patrimônio histórico”, disse. 

Para alcançar o objetivo, o Coordenador da Câmara de Engenharia Civil e Agrimensura ressaltou a necessidade da atuação de engenheiros na fiscalização predial. 

“A função do engenheiro é a defesa da sociedade como um todo. O médico quando vê um acidente ele tem que parar e salvar a vida. O engenheiro tem que avisar os órgãos públicos dos riscos. Esses imóveis que não estão sendo recuperados […] não avisam que vão cair nesse estado de corrosão. Então nós temos que fazer a inspeção predial de todos esses imóveis”, disse.

Texto por Redação Grupo Hora

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