Santa Casa de Campo Grande completa 108 anos “levando amor ao próximo”, diz presidente Alir Terra

Foto: Reprodução Prefeitura de Campo Grande

A Santa Casa de Campo Grande completou 108 anos, com uma cerimônia de celebração, no dia 18 de agosto. O evento contou com uma apresentação do coral institucional, além de diversas homenagens e do lançamento do livro Do Voluntariado ao Profissionalismo: A Enfermagem da Santa Casa no Contexto Histórico da Arte de Cuidar. 

Alir Terra nos estúdios Grupo Hora. Foto: Reuel Oliveira

Ainda celebrando a data, em entrevista ao Jornal da Hora desta quinta-feira (21), a presidente da Santa Casa, Alir Terra, destacou o caráter filantrópico da instituição. Conforme ela , desde sua fundação, a Santa Casa atua sem fins lucrativos, buscando apenas o bem estar da comunidade.

“A Santa Casa nasceu pela filantropia. Então, nós estamos procurando resgatar esse nascimento, para atender com maior comodidade e eficiência ao povo da nossa cidade e do nosso estado. Nós como comunidade precisamos nós voltar para a parte mais necessitada […] Então a Santa Casa nunca vai deixar de ser humanizada, nós somos filantropia, filantropia é amor ao próximo e isso nós fazemos e fazemos com excelência”, disse.

Ao falar sobre o marco, Alir Terra também destaca o legado do amor da Santa Casa. Ainda segundo a presidente, sua missão, é marcar a mi

“Fazer com que a Santa Casa seja vista pela população como uma instituição filantrópica e que com amor e com carinho. Isso para que nós possamos virar a chave para que outros administradores possam ter ajuda da população e das empresas com seriedade para que a comunidade possa ser bem atendida”, disse.

Crise Financeira

Enquanto alcança o marco de 108 anos, a Santa Casa enfrenta uma crise financeira nos últimos meses, que não é exclusividade de Campo Grande.

A presidente relatou que recentemente esteve em uma reunião com dirigentes de outras Santas Casas espalhadas pelo Brasil e de outros países. Segundo ela, a falta de investimento na saúde é um problema crônico na sociedade, o que reitera o valor da filantropia. 

“Eu acabei de vir de uma reunião nacional e internacional das Santas Casas do Brasil, do Uruguai, da Argentina, da França, e todas as Santas Casas do Brasil. Há um subfinanciamento crônico da saúde no mundo. A gestão gira sempre em torno de 30% a 33% de déficit em todas as Santas Casas. Há um subfinanciamento da saúde”, concluiu. 

Texto por Reuel Oliveira

Assista a entrevista na íntegra

Leia mais de Grupo Hora
Leia mais de Saúde