
No dia 12 de fevereiro, em meio a cobertura emblemática do feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte e as denúncias que expuseram o atendimento precário realizado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), a Associação dos Delegados de Polícia de Mato Grosso do Sul (Adepol) emitiu uma nota, divulgada pela imprensa, alegando que as delegadas responsáveis pela investigação do caso de Vanessa cumpriram o protocolo previsto e ofereceram o necessário para garantir a sua segurança.
Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta quinta-feira (27), o Secretário Geral do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso do Sul, Gerson Canhete Jara, falou sobre aspectos culturais que propiciam casos de feminicídio e defendeu a importância da imprensa como uma meio para questionar os agentes de segurança e responsabilizar os órgãos. “É lamentável que a Adepol em situações como esta acabe favorecendo a visão corporativa. Tem que ter uma conduta ética, ela não pode ser corporativa e principalmente querer fazer uma defesa em cima de inverdades”, afirma.
Gerson também chamou atenção para a formação que os policiais recebem das academias. De acordo com o jornalista, os métodos utilizados replicam e perpetuam os que foram ensinados no período da ditadura militar no Brasil, o que colabora para manter a cultura de violência impregnada inclusive nas instituições de segurança.
Assista a entrevista na íntegra: