Segundona, chegou a hora

Por Claudio Severo
Foto: Cláudio Severo

No próximo sábado, dia 30, a bola volta a rolar no estado com o início do Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série B 2025, também conhecida como Segundona. Em campo, seis clubes carregam não apenas suas camisas, mas também histórias, expectativas e o desejo coletivo de ver o futebol de Mato Grosso do Sul mais forte, mais estruturado e mais competitivo.

E o que torna essa edição ainda mais especial é a combinação de tradição com novidade, retorno com estreia, memória com futuro. A começar pela Associação Atlética Bataguassu, que traz de volta ao cenário profissional uma cidade com tradição esportiva, mas que há 20 anos não disputava uma competição oficial – a última participação foi com o extinto Corinthians de Bataguassu, que por anos foi símbolo da região no futebol estadual. Agora, Bataguassu retorna com identidade própria, pronta para reescrever sua história. Para alegria do amigo, Rui Spindola, que há tempo não tinha time para torcer na cidade. O pai dele, ex-prefeito, sempre foi apoiador do futebol. Agora com a nova gestão da prefeita Wanderleia Caravina, despertou o sentimento que faltava na cidade.

A outra grande novidade é a chegada do Clube de Regatas Aquidauana, uma agremiação que representa um novo modelo de gestão esportiva. Já atuante em modalidades como canoagem, basquete e vôlei, o clube agora encara o desafio do futebol profissional com uma proposta de estrutura e planejamento que merece ser observada de perto. É a união do esporte como ferramenta de transformação social com a tradição do futebol como paixão regional, que está meio abalada com o rebaixamento do “Azulão” para a Segunda Divisão, para tristeza também dos colegas jornalistas Adão Nogueira, Antônio Pinto e o maior de todos Anselmo Duarte.

Completam a disputa os tradicionais São Gabriel, Maracaju, Taveirópolis e o Comercial, este último o segundo maior campeão estadual, que disputa pela segunda vez a segundona e busca o retorno à elite para reencontrar seu lugar de protagonismo no cenário esportivo sul-mato-grossense.

O que se espera é uma competição equilibrada, com jogos de bom nível técnico e, acima de tudo, um ambiente que fortaleça os clubes, os atletas e os torcedores. Mais do que duas vagas para a Série A de 2026, o que está em jogo é a valorização do futebol local, a oportunidade de novos talentos surgirem e a possibilidade de vermos clubes do interior e da capital se estruturando com base em projetos sérios.

Claro que a chegada de alguns experientes e até veteranos chamam atenção dos torcedores. Quem não vai querer ver o meia Walter, ex-Goiás e entre outros, o atacante Marquinhos Cambalhota, no CRA e Bataguassu, respectivamente.

Como articulista, mas também como torcedor e cidadão que acredita no potencial esportivo do nosso estado, vejo na Série B 2025 um sopro de esperança. Não apenas pelos nomes que disputam o acesso, mas pelo simbolismo do recomeço, do resgate e da renovação.

Que a bola role, que os estádios se encham, que as camisas pesem — e que o futebol sul-mato-grossense continue buscando seu lugar de destaque, com passos firmes e acreditando no seu próprio valor.

Claudio Severo – Esporte

Jornalista, formado na Universidade Mogi das Cruzes (SP). Trabalhou na CBN, Globo e SBTMS. Assessor de imprensa e editor do site EsporteMS desde 2003.

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