Sem avanço nas negociações, Lula articula ajuda para exportadores brasileiros após tarifaço

Foto: Folha de Campo Grande

As negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos enfrentam um impasse, mesmo com o governo brasileiro buscando diálogo para conter o impacto do tarifaço de 50% que passa a valer nesta quarta-feira (6). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil quer negociar “em igualdade de condições” com os Estados Unidos, ressaltando a postura firme do país diante das tarifas impostas sem diálogo prévio, o que classificou como inaceitável e motivado por razões políticas externas. 

Apesar da abertura para diálogo, não houve avanços concretos até o momento. O Itamaraty planeja enviar uma resposta formal aos EUA até 18 de agosto, incluindo questões como o Pix, alvo também de pressões internacionais. 

O vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reafirmou a disposição do governo para manter as negociações abertas, destacando a busca pela ampliação de mercados consolidados na União Europeia e na Ásia. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou o tarifaço como injusto e inadequado diante das históricas relações bilaterais.

O presidente Lula minimizou a crise, afirmando que o impasse é “mais fácil de resolver que a fome e a miséria” e reafirmou que o Brasil não busca confrontos, mas exige respeito nas negociações comerciais.