Sinticop-MS discute impactos do Corredor Bioceânico e cobra qualificação de mão de obra em MS

Com a consolidação do Corredor Bioceânico e da Rota da Celulose em Mato Grosso do Sul, diferentes setores do estado têm se mobilizado para acompanhar as transformações econômicas e sociais que já começam a se impor. A construção pesada está entre as áreas mais diretamente impactadas e tem participação central na execução dessas novas rotas comerciais.

Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta terça-feira (3), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem em Geral de MS (Sinticop-MS), Walter dos Santos, apresentou as demandas da classe para 2026 e falou sobre o debate junto aos órgãos competentes sobre os possíveis conflitos resultantes da internacionalização dos serviços.

“Nós estamos entre o Brasil e o Paraguai,é só atravessar o rio e a mão de obra vai pra um outro país. Então nós temos que valorizar a soberania nacional e respeitar a legislação trabalhista desses países, logicamente pensando na integração desses trabalhadores”, explica. 

Segundo Walter, cerca de 80% da mão de obra empregada na construção da ponte que liga o Brasil ao Paraguai é formada por trabalhadores paraguaios. A escassez de profissionais qualificados no estado segue como um dos principais entraves do setor e acaba impulsionando a contratação de mão de obra estrangeira ou vinda de outras regiões do país, o que limita o fortalecimento da economia sul-mato-grossense.

“Nós precisamos fazer esse investimento humano para que possamos qualificar a mão de obra aqui no estado. Essa é uma das principais pautas de reivindicação do SINDICOP, justamente para que nós possamos gerar emprego à população de Porto Murtinho e a região de Bela Vista, Caracol, Jardim e Bonito”, relata. 

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Assista a entrevista na íntegra:

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