
Ontem, a proposta de voto impresso foi rejeitada na Câmara dos Deputados. A ideia da PEC 135 de 2019 é que o número que cada eleitor digita na urna eletrônica seja depositado de forma automática e sem contato físico, em uma urna de acrílico, para que, em caso de acusação de fraude, os votos possam ser apurados manualmente. Para que fosse aprovada a PEC do voto auditável, era necessário pelo menos 308 votos favoráveis, mas mesmo com 229 votos a favor, contra 218 contrários, a proposta foi rejeitada.
Em entrevista ao Jornal da Hora desta quarta-feira (11), o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PSL) afirmou que “tudo o que Bolsonaro fala que vai fazer, é criticado, o pessoal se levanta contra”. O parlamentar explicou que a ideia de voto auditável não é do presidente, que essa proposta existe desde 1999, apresentada pelo então senador Roberto Requião (MDB-PR).
O deputado também teceu críticas ao Supremo Tribunal Federal. De acordo com ele, temos um número significativo de ministros que “não passam de ativistas, um verdadeiro partido de toga”. “Aquilo que verdadeiramente precisa ser julgado e avaliado, é negligenciado. É uma situação que não consigo entender. A justiça tem que manter o equilíbrio entre o Estado e indivíduo”, afirmou Ovando.
Para ele, os ministros do STF não podem deixar que opiniões pessoais falem mais alto. “Esses representantes do judiciário deveriam ser mais sensíveis. Por isso é importante que o indivíduo tenha sensibilidade, conhecimento e experiência para decidir bem. O que vejo hoje no Supremo: ativistas de toga”, finalizou.

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- Texto: Beatriz Rieger
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