Uso de colete salva-vidas é obrigatório e fundamental para evitar mortes em rios e lagoas, reforça CBMMS

Com o verão e a temporada de férias, muitas famílias e grupos de amigos aproveitam as temperaturas elevadas para se divertir em piscinas, rios e cachoeiras. A atenção em ambientes com água, no entanto, não pode ser deixada de lado, e precisa ser redobrada para evitar qualquer tipo de acidente e prevenir possíveis afogamentos. 

Segundo dados divulgados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS), somente em 2025 foram registrados mais de 90 casos no estado. No início desta semana (18), um jovem de 17 anos foi uma das vítimas fatais das águas e morreu enquanto se banhava no Rio Paraguai, na cidade de Ladário. 

Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta quinta-feira (22), o capitão do CBMMS, Rodrigo Bueno, especialista em mergulho de resgate e salvamento aquático, deu uma série de dicas importantes para evitar este tipo de acidentes, tanto em ambiente doméstico, quanto nos rios e cachoeiras de balneários. 

De acordo com o especialista, quando se tem uma piscina em casa, para além das cercas e outros obstáculos que possam impedir a criança de acessar esse ambiente, o cuidado e a supervisão constante são as formas mais eficientes de evitar um afogamento. Isso porque as piscinas não são as únicas fontes de risco, baldes e bacias também podem ser a causa de afogamentos para crianças mais novas. 

Quando o assunto é rio e outras fontes naturais de água, o maior inimigo é o consumo de bebidas alcoólicas. “Nesses casos, os principais atendimentos são por afogamento por ingestão de bebida alcoólica, ou então por navegar, seja pescando, seja passeando com a família, sem o uso do colete do colete salva-vidas. A bebida alcoólica traz uma coragem a mais e isso é uma uma prática que a gente sempre repudia. Se tá ingerindo bebida alcoólica não entre no rio”, orienta. 

O uso de coletes salva-vidas é obrigatório para todos a bordo de embarcações, que devem estar com o equipamento devidamente ajustado ao corpo, homologado pela Marinha. Quando não vestido, o colete deve estar em local de fácil acesso, com número igual de coletes para o número de pessoas, sob pena de multa e apreensão da embarcação.

Assista a entrevista na íntegra:

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