Veterinário Francisco defende apoio à cuidadores e diz que “Abrigo pode virar prisão perpétua para os animais”

Os animais de rua, resultado do abandono, da falta de castração e da irresponsabilidade humana, são um problema crescente em Campo Grande. Além de viverem expostos a riscos como atropelamentos, fome e maus-tratos, esses animais também podem contribuir para a transmissão de zoonoses.

De acordo com um censo realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) em 2021, cerca de 12,5 mil animais vivem em situação de abandono na Capital.

Para o vereador e médico-veterinário Veterinário Francisco (União Brasil), que também atua como ativista da causa animal, a situação ultrapassa o campo da proteção animal e se torna uma questão de saúde pública, já que muitas das doenças que acometem cães e gatos podem atingir também a população.

Em fevereiro deste ano, a Justiça determinou que o município de Campo Grande crie um abrigo para acolher animais em situação de abandono. A decisão reacendeu o debate sobre qual seria a melhor forma de lidar com o problema.

Durante entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta sexta-feira (6), o Veterinário Francisco demonstrou receio em relação ao modelo de abrigamento. Segundo ele, há o risco de que esses espaços acabem se transformando em locais de superlotação.

“Eu acho que nós podemos criar um abrigo, mas a experiência que temos dos outros estados é que esses abrigos viram um depósito de animais, principalmente em casos de animais com comorbidades, sequelas e idosos. Seria uma prisão perpetua para os animais”, declara.

O parlamentar também destacou o papel das chamadas “protetoras”, mulheres que acolhem animais abandonados e dedicam grande parte da vida ao resgate, cuidado e busca por adoção responsável para cães e gatos retirados das ruas. Segundo o vereador, é importante que se pense em politicas públicas voltadas para o fortalecimento e valorização deste trabalho.

Redação por Grupo Hora

Assista a entrevista na íntegra:

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