
.
A violência nas escolas de Campo Grande se tornou rotina na Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude. Segundo a delegada responsável, entre 40 e 50% das mais de 1.120 ocorrências registradas em 2025 tiveram origem no ambiente escolar.
Os registros variam desde brigas por provocações banais até casos mais graves, envolvendo agressões, ameaças, uso de armas brancas e tentativas de homicídio.
A delegada alerta que muitas vezes conflitos que pareciam “brincadeiras” foram tratados como infrações sérias, com inquéritos instaurados, ouvidos os envolvidos e encaminhamento ao Ministério Público.
A preocupação com o aumento do número de casos e a gravidade dos conflitos motivou a adoção de práticas preventivas: em 13 escolas da capital, está sendo utilizada a Justiça Restaurativa Escolar como forma de mediar disputas, promover o diálogo e tentar evitar que problemas de convivência se transformem em violência.
Autoridades e educadores ressaltam que a escola não pode ser vista como “ilha”, ela reflete problemas sociais mais amplos. Por isso, defendem abordagens integradas, com apoio psicológico, social e pedagógico, para garantir o bem-estar e a segurança dos estudantes.
Hora Notícias







