
Atualmente, o voto impresso tem sido uma das principais causas defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus aliados. Segundo o presidente, as urnas eletrônicas não são totalmente confiáveis. O Jornal da Hora desta quarta-feira (28) entrevistou o presidente da Ordem do Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul, Elias Mansour Karmouche, que falou a respeito da forma de contagem dos votos. “Tem que ser pública”, declarou.
“Na apuração de uma eleição, você tem que dar transparência e segurança para a sociedade. A votação tem que ter o mínimo de segurança para que, no final dela, o eleitor tenha certeza de que o pleito foi agraciado com aquele resultado efetivo”, pontuou Karmouche.
Ele também disse que essa questão foi para um lado político, mas há muito tempo a confiabilidade das urnas eletrônicas era discutida. “Desde que o Ministro Barroso chegou no judiciário brasileiro, já estava sendo discutida essa questão, de forma técnica. Infelizmente, foi para um lado político. Nada nessa vida pode ser inquestionável”. Além disso, ele fala que o tema deve ser amadurecido e debatido sem paixões, mas sim tecnicamente, e a sociedade precisa avançar nesse debate.
Para o advogado, a contagem deve ser feita de modo público e não apenas por computadores, porque da atual forma não tem como questionar o resultado e falta transparência. “Se a sociedade quiser, ela pode impulsionar o parlamento para para que tenha definitivamente um modo de aferição da votação, de fazer uma auditagem eficiente. O voto é secreto até o momento que você aperta a tecla, após isso, a contagem tem que ser pública”, enfatizou.

Confira a entrevista na íntegra no link abaixo:
Texto: Beatriz Rieger
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