
O Deputado Federal Marcos Polon (PL), reeleito com expressiva votação de mais de 140 mil votos, acendeu o debate político ao declarar publicamente que não reconhece a reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista detalhada ao programa Jornal da Hora (Rádio Hora FM 92.3), o parlamentar sul-mato-grossense classificou o último pleito presidencial como “fraudulento”, pois,o ministro do TSE Cristiano Zanin extrapolou competências ao determinar a prorrogação do pleito eleitoral após às 17 horas, e ainda afirmou que, é inconcebível que 10% dos eleitores tenham votado sem fazer biometria, pois isso “nunca aconteceu na história”. Diante disso, antecipou medidas legislativas para alterar as regras de segurança na identificação de eleitores no país.
Durante a entrevista disse ainda que Flávio foi obrigado a sair do país por estratégia política e se tornará o maior líder do Brasil e ainda fez criticas a atual gestão do Governo Lula.
Atuando fortemente na defesa do produtor rural, dos valores cristãos e do direito à legítima defesa através do acesso a armas, Polon sinalizou que sua prioridade máxima no mandato corrente será o combate ao que chama de “vulnerabilidades processuais” do sistema de votação eletrônica.
O Projeto de Lei “Fim do Mesário Pianista”
O núcleo da contraofensiva jurídica e legislativa de Marcos Polon — que também é professor de Direito — baseia-se em dados de biometria colhidos no pleito. O deputado acusa que aproximadamente 10% dos eleitores votaram sem realizar a identificação biométrica, abrindo margem para falhas operacionais e fraudes localizadas.
O parlamentar relatou a ocorrência de casos em que cidadãos compareceram às seções e foram informados de que o voto já havia sido computado em seus nomes. Diante disso, Polon anunciou o protocolo do Projeto de Lei “Fim do Mesário Pianista”, agendado para a próxima terça-feira (3/10).
O termo “mesário pianista” é um jargão antigo do meio eleitoral brasileiro. Tecnicamente, refere-se à fraude em que o mesário, valendo-se da ausência de eleitores faltosos ao final do dia (após às 17h), utiliza o terminal do mesário para liberar a urna eletrônica sucessivas vezes de forma manual e digita os votos diretamente no teclado da máquina, simulando a presença dos cidadãos.
A proposta técnica do projeto de lei visa barrar os mecanismos de contingência atuais que permitem a liberação manual da urna pelo mesário, estabelecendo:
Bloqueio Biométrico Obrigatório: Exigência restrita da digital do próprio eleitor para a ativação da tela de votação, impedindo a validação exclusivamente documental nos casos de falha de leitura ou ausência.
Rastreabilidade Digital Total: Imposição de auditoria em tempo real sobre qualquer comando manual executado pela mesa receptora que substitua o fluxo padrão de identificação.
Obrigatoriedade de fiscais por Urna: Uma mobilização partidária para garantir auditoria humana nas cerca de 500 mil seções eleitorais do país.
Críticas ao STF e TSE por prorrogação de horário
Polon também direcionou duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele afirmou que o ministro Cristiano Zanin cometeu uma “fraude processual” ao extrapolar suas competências legais, emitindo uma decisão de prorrogação que permitiu a continuidade da votação em determinadas seções após o encerramento oficial das 17 horas.
“Não estamos mais vivendo na democracia. Isso é Direito: fecha as urnas e depois abrem de novo pelo Zanin. Ele não tinha competência para prorrogar a eleição depois de ter apitado o jogo”, criticou o deputado, ressaltando que a medida gerou um apagão de fiscalização, pois muitos fiscais de partido já haviam deixado os locais.
Defesa de Flávio Bolsonaro e Cenário Político
A respeito da saída de Flávio Bolsonaro do território nacional, o deputado rechaçou veementemente a narrativa de “fuga”. Para Polon, o senador tomou uma decisão legítima de proteção face a uma “perseguição política injusta”. Ele comparou o panorama ao caso do ex-deputado Daniel Silveira para ilustrar o risco de prisões preventivas baseadas em convicções políticas e laços de amizade.
Ainda assim, Polon garantiu que, mesmo no exterior, Flávio atuará como a maior liderança e voz ativa da direita brasileira. O deputado encerrou sua avaliação tecendo fortes críticas à agenda de segurança pública do governo Lula e ao anúncio de reformas econômicas que podem culminar na maior carga tributária do mundo. Admitiu, porém, o cenário de forte polarização comandado por dois grandes líderes de massas: Lula e Jair Bolsonaro.
Bastidores: recuo ao senado e articulação do PL
Ao ser questionado pelo comentarista Carlos Araújo sobre os bastidores partidários e o recuo de sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo Mato Grosso do Sul, Marcos Polon negou desentendimentos com o governador Reinaldo Azambuja. O parlamentar revelou que a mudança de rota foi uma estratégia direta desenhada pela cúpula do Partido Liberal (PL).
Segundo ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou pesquisas de viabilidade eleitoral e o senador Flávio Bolsonaro o convocou pessoalmente para fortalecer a base da Câmara dos Deputados: “O senhor é referência e forte, tem como puxar a terceira cadeira”, relatou Polon. O deputado enfatizou que seu posicionamento é estritamente ideológico e institucional, sem personalismos nas decisões políticas.
Por Marcelo Nunes
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