
A Prefeitura de Campo Grande intensifica as ações de assistência social na Capital com foco no combate à exploração infantil e no mapeamento de pessoas em situação de rua. A capital conta atualmente com 1700 moradores de rua e é lançada a campanha “Infância sem Corrente”, inciativa voltada à prevenção e ao enfrentamento do trabalho infantil e de outras violações de direitos de crianças e adolescentes.
A referida Campanha, idealizada pela Secretária Municipal de Assistência Social (SAS) , está entre as principais novidades da atual gestão do município e mobiliza o comércio, órgãos públicos e a sociedade civil para identificar e encaminhar situações de vulnerabilidade.
As pautas acima foram tema nesta qusta-feira (29/10) no Jornal da Hora (Rádio Hora-FM 92.3), com a vice-prefeita e secretária da pasta, Camila Nascimento. Conforme a Secretária, a iniciativa se diferencia das tradicionais campanhas por focar não apenas no trabalho infantil físico, mas nas “correntes” invisíveis da violência, da exploração e da pobreza.
Parceria com a sociedade ganha força na prevenção e ao enfrentamento do trabalho infantil
Para quebrar esse ciclo, o município firmou parcerias com o comércio local, incluindo a CDL, bares e lanchonetes, além do suporte inicial da Abrasel e do Instituto de Ensino Superior de Campo Grande. Os estabelecimentos participantes receberão um selo de adesão. A tecnologia também é uma aliada: a campanha foi integrada ao aplicativo Conecta Campo Grande, utilizado por cerca de 30 mil moradores, que agora conta com um botão específico para denúncias.

A fiscalização e o acolhimento serão reforçados por equipes técnicas do Serviço de Abordagem Social, que identificaram a região central como o principal ponto crítico. O projeto conta ainda com a parceria da Funsat para a inserção de jovens e famílias no mercado de trabalho de forma legal.
Desafio complexo: Centro da cidade concentra 40% dos moradores de rua
Outro dado de destaque divulgado pela Secretária Camila Nascimento é o primeiro censo oficializado em conjunto com a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana sobre a população em situação de rua.
Atualmente, Campo Grande registra mil, quatrocentas e setenta e duas pessoas nessa condição, sendo que 40% delas se concentram no centro da cidade. Os principais pontos de monitoramento fixo estão localizados nas avenidas Tamandaré e Ernesto Geisel.
A secretária ressaltou que o acolhimento enfrenta desafios complexos, já que o município não pode retirar as pessoas das ruas contra a vontade delas, conforme garantido por lei. Diante da demanda crescente que sobrecarrega a estrutura municipal, a pasta defende que a solução definitiva exige uma força-tarefa conjunta entre os governos Federal, Estadual e Municipal.
Descentralização e central de atendimento para agilizar os serviços nos CRAS
No atendimento direto à comunidade, os Centros de Referência de Assistência Social, os CRAS, passam por reestruturações para reduzir o tempo de espera. Para agilizar o Cadastro Único, a SAS optou por não descentralizar o serviço no momento, justificando que o sistema nacional enfrenta instabilidades frequentes.
Para melhorar o fluxo, o município criou uma central de atendimento específica para a entrega de benefícios. Com isso, os técnicos dos CRAS deixam as funções burocráticas e passam a focar exclusivamente em visitas domiciliares e no acompanhamento de famílias em extrema pobreza.
Por fim, diante dos alertas climáticos causados pelo fenômeno El Niño, as equipes dos CRAS atuam agora de forma integrada com a Emha, a Agência Municipal de Habitação, para prestar socorro e assistência imediata em áreas de vulnerabilidade social afetadas por desastres naturais.
Por Marcelo Nunes
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