Santa Casa estima crédito de R$ 312 milhões,  aponta déficit mensal de R$ 13 milhões mas rechaça intervenção 

A Santa Casa de Campo Grande estima ter R$312 milhões a serem recebidos da prefeitura de Campo Grande e do governo de Mato Grosso do Sul. Os valores são decorrentes de uma defasagem de R$13 milhões mensais no valor pago ao hospital na pactuação do convênio que está desde 2024 sem ser renovado. 

O balanço foi apresentado pelo diretor de finanças adjunto da Santa Casa, Paulo Guilherme Mariosa, em entrevista ao Jornal da Hora desta quarta-feira (05). Segundo Mariosa, a ação foi ajuizada em 2025 onde o maior hospital do Mato Grosso do Sul pede um reajuste desde julho de 2024. 

Paulo Mariosa no estúdio Grupo Hora. Foto: Reuel Oliveira

“A Santa Casa possui grandes débitos, isso não escondemos de ninguém porque prezamos pela transparência. Temos um déficit mensal de R$13 milhões por conta do nosso desequilíbrio do contrato, para que a gente tenha minimamente a garantia de suprir o que os pacientes preciam”, disse. 

Segundo Mariosa, há três ações em curso neste momento, sendo todas vencidas pela Santa Casa, mas que seguem em recurso. Uma das ações diz respeito à destinação de pagamentos durante a pandemia de Covid-19, com valor de R$52 milhões. 

A segunda ação é a respeito do  reequilíbrio econômico atual, onde já foi determinado o pagamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (ipca) de novembro do último ano até este mês, totalizando R$26,5 milhões. 

A última ação, segundo Mariosa, é decorrente de uma perícia judicial de outubro de 2011 a maio de 2018 que chegou a um resultado de R$678 milhões. “O processo é movido em face do município, estado e união federal”, segundo o diretor. 

“A Santa Casa atende urgência e emergência e infelizmente estamos restringindo nossos atendimentos justamente para dar condições e qualidade aos nossos pacientes. Aqueles que não são de nossa referência exclusiva estão sendo colocados novamente na regulação do município”, afirmou. 

Intervenção na Santa Casa

Aos microfones do Grupo Hora, o diretor adjunto de finanças rechaçou a ideia de uma intervenção.

“Fechar portas inexiste para esta instituição […] temos restrições de atendimento porque vamos atender a pessoa que corre mais o risco. [;;;] Temos plena consciência que não podemos viver de recursos públicos, então estamos figurando nossas redes”.

Por Reuel Oliveira

Assista a entrevista na íntegra

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