A descontinuidade de políticas ambientais nas trocas de governos é o maior problema, diz ambientalista

Nereu Rios

O Jornal da Hora (92,3 FM) entrevistou nesta quinta-feira (01) o ambientalista e viveirista Nereu Rios, que atua há 30 anos nessa área, focando especialmente no plantio de árvores para ajudar na recuperação de áreas degradadas. Ele também atua como secretário de Cultivo do Conselho da Comunidade de Campo Grande, reeducando e inserindo ex-presidiários no mercado de trabalho, e afirmou que a descontinuidade de políticas ambientais nas trocas de governos é o maior problema.

A cada mudança de governo, muitos projetos do governo anterior são abandonados, e é isso que, de acordo com Rios, dificulta a continuidade de políticas ambientais. “Sobre a questão pública, é complicado falar, pois às vezes tem um projeto dando certo, mas muda o governo e acontecem as rupturas. Isso que mata. Não importa o partido, se o negócio está dando certo, tem que ter continuidade”.

Buscando reinserir ex-presidiários no mercado de trabalho, foi criado em 1999 o Conselho da Comunidade de Campo Grande, que já proporcionou uma segunda chance a milhares de ex-presos, além de ser um modelo para o Brasil todo. “Existem tantas pessoas ruins aqui fora, então por que não podem existir pessoas boas lá dentro? Muitos não sabem, mas os porteiros do Parque das Nações, as pessoas que limpam o Parque dos Poderes, são pessoas em cumprimento de pena”, revelou o ambientalista.

Nereu conta que atualmente o projeto possui 225 pessoas em cumprimento de pena, contrato com 14 órgãos públicos, 10 privados e um federal. “Estamos rompendo essas barreiras. Há um custo benefício, porque além de ressocializar, no final da pena ele leva um conhecimento disso”.

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