Tá chegando a hora!!!

Por Claudio Severo
Endrick e Igor Thiago comemoram gol do Brasil em amistoso contra Croácia. Rafael Ribeiro / CBF

Faltando pouco mais de 40 dias para o início do maior evento do futebol mundial, a Copa do Mundo FIFA promete entrar para a história. Pela primeira vez, a competição contará com 42 seleções, ampliando o alcance e, ao mesmo tempo, elevando o nível de dificuldade para quem sonha com o título.
Diante desse cenário, surge a pergunta inevitável: o Brasil tem condições de fazer frente às potências europeias?

Confesso que tenho minhas restrições — e não são poucas. Há, inclusive, uma preocupação real de que a Seleção Brasileira encontre dificuldades já nas fases iniciais do torneio. Em um grupo que tem os adversários Escócia, Marrocos e Haiti, ainda é razoável acreditar na classificação. No entanto, o cenário muda drasticamente a partir dos confrontos eliminatórios, quando o nível de exigência sobe consideravelmente.

A desconfiança não é gratuita. Nos últimos anos, o Brasil tem demonstrado dependência excessiva de talentos individuais, especialmente de Neymar. Em diversas ocasiões, foi ele quem chamou a responsabilidade e decidiu jogos complicados. Um exemplo marcante foi o duelo contra a Seleção Croácia, quando, em uma jogada individual brilhante, conseguiu abrir o marcador e reacender a esperança da classificação.

No entanto, o futebol é coletivo — e foi justamente nesse aspecto que o Brasil falhou. A defesa, mesmo contando com jogadores experientes, não teve a tranquilidade necessária para sustentar o resultado. Depois da prorrogação, foi o desespero dos penaltis e a desclassificação. O desfecho acabou sendo um retrato da instabilidade que ainda ronda a equipe: talento não falta, mas equilíbrio e consistência seguem como pontos de interrogação.

Agora, todas as atenções se voltam para Carlo Ancelotti, responsável por definir a lista e montar o time que representará o país na competição, que será disputada em três países. Sua experiência é inegável, mas o desafio é enorme: transformar um elenco talentoso em uma equipe confiável e competitiva.
Entre a desconfiança e a esperança, o torcedor brasileiro vive um sentimento conhecido. Pode até haver temor antes do apito inicial, mas basta a bola rolar para que a crença renasça. Afinal, quando se trata de Brasil em Copa do Mundo, duvidar nunca foi — e talvez nunca será — uma tarefa simples.

Claudio Severo – Esporte

Jornalista, formado na Universidade Mogi das Cruzes (SP). Trabalhou na CBN, Globo e SBTMS. Assessor de imprensa e editor do site EsporteMS desde 2003.

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