Adoção é um ato de amor, afirma advogada especializada em família, Ana Medeiros

De acordo com dados divulgados pelo Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), no Brasil, existem 30.967 crianças acolhidas em unidades de abrigos, e 5.154 aptas para serem adotadas. Além do sistema de adoção nacional, existem em diversos países, a possibilidade de adoção internacional, no qual os pretendentes estrangeiros também entram na fila de adoção de crianças de outros países.

De acordo com Ana Medeiros Navarro, advogada especializada em Família, Infância e Sucessões, desde o ato da entrega da criança ao sistema de adoção, até o momento em que os pretendentes concluem o processo, existe algo que relaciona as duas atitudes: o amor. “A entrega voluntária da criança para adoção também é um ato de amor, porque ela vê que não tem condições de ser mãe, e ao entregar voluntariamente para o sistema, ela possibilita essa criança a ter um lar, com pais que a desejam. Então nós devemos respeitar, porque isso é um ato de amor”, pontuou.

A adoção internacional é uma prática realizada por pretendentes residentes de países diferentes da qual a criança vai ser adotada. De acordo com o art. 51 do Estatuto da Criança e do Adolescente, “considera-se adoção internacional aquela na qual a pessoa ou casal postulante é residente ou domiciliado fora do Brasil”.

Ana Medeiros é representante nacional da Bradopta, organização de adoção internacional entre Brasil e Espanha. Ela explica que, no Brasil, existe o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, onde ficam os cadastros de crianças aptas à adoção, e os pretendentes, tanto nacionais, quanto internacionais.

Para os adotantes de outra nação, é preciso regularizar toda documentação em seu país de origem, comprovar antecedentes criminais e outras etapas, antes de se tornar apto a adotar. Ana considera que é um processo mais dificultoso, justamente por questões de gastos. “Quando você quer adotar um filho, você tem que ter um desejo. Na adoção internacional, além de todo esse desejo de cuidar de uma criança, tem a parte do tempo e do custo” explicou.

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