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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) irá receber nesta terça-feira (09) o relatório final que avalia as irregularidades no contrato de concessão do Consórcio Guaicurus. Durante a entrega, a prefeita realiza uma reunião para entender o resultado do relatório.
Em conversa com a imprensa durante a abertura do 4° Congresso dos Municípios, Adriane Lopes explicou que a reunião irá envolver a Procuradoria Geral do Município (PGM) e a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

“Nós temos hoje uma reunião no período da tarde com a procuradoria e com a Agereg para entender o resultado e esse relatório vai ser apresentado para mim hoje à tarde”, disse,
Segundo a prefeita, a decisão ou não sobre a intervenção no Consórcio Guaicurus deve ser anunciada até a sexta-feira (09).
“A gente terá até sexta-feira para anunciar o que for decidido juntamente com o Poder Judiciário diante desse cenário e dessa proposta de intervenção no consórcio Guaicurus”, disse.
Diretor-Presidente da Agereg defende intervenção
Em entrevista ao Jornal da Hora desta segunda-feira (8), o diretor-presidente da Agereg, Paulo da Silva, afirmou que os elementos observados durante a investigação indicam que a intervenção pode ser o único caminho para restabelecer a qualidade do serviço prestado.
Segundo ele, até o pedido da justiça para que a prefeita fizesse a intervenção, em 4 de dezembro, não havia nenhuma manifestação por parte do Consórcio Guaicurus em relação a nenhum assunto. Apenas nos últimos quinze dias é que houve uma manifestação, no sentido da aquisição de cem novos ônibus para atender a população.
“Claro que o poder público municipal nunca quis fazer a intervenção, porque ela sempre será traumática. Mas, diante de tudo o que está posto, eu acredito que não há outra alternativa e isso deve realmente acontecer. O consórcio está em condições precárias e não tem como operar. Claro que a decisão sempre será da prefeita. Nós, como secretários e gestores, vamos apoiá-la, oferecendo todas as condições técnicas necessárias para que tome a melhor decisão”, afirmou.
O que acontece em caso de intervenção?
A expectativa da população é que com o relatório, a prefeita Adriane Lopes opte pela intervenção no Consórcio Guaicurus. Caso ocorra a intervenção, a prefeitura deverá indicar um interventor no prazo de 30 dias.
Além disso, a prefeitura deverá apresentar um plano de ação com cronograma. O objetivo é que sejam corrigidos os problemas na prestação do serviço de transporte público. A intervenção não tem prazo definido.
Segundo decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o não cumprimento das medidas estabelecidas após a intervenção, terá multa diária de R$300 mil.
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Por Redação Grupo Hora
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