Campo Grande participará de encoleiramento em massa de 15 mil cães para combater leishmaniose

O projeto piloto do Ministério da Saúde visa combater a doença que tira a vida de cães e humanos

Campo Grande participará de projeto-piloto do Ministério da Saúde que prevê a colocação de coleiras com repelente contra o mosquito de leishmaniose em 15 mil cachorros de variados bairros da Capital.

A participação da Capital só foi possível por conta da lista do ministério de 132 cidades brasileiras que apresentaram incidência de leishmaniose visceral em humanos. 

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A Secretaria de Estado de Saúde registrou em 2021, 18 casos de leishmaniose visceral em humanos e quatro óbitos. Em 2020 foram registrados 120 casos da doença e sete óbitos.

Além de Campo Grande outros dois municípios de Mato Grosso do Sul estão aptos para ingressar no programa, sendo; Três Lagoas e Corumbá.

O projeto-piloto do Programa Federal de Controle da Leishmaniose Visceral (Calazar), tem como objetivo o encoleiramento em massa de cães com coleiras impregnadas com deltametrina a 4%, principio ativo repelente e inseticida recomendado pela Organização Mundial da Saúde como uma das principais formas de controle da doença.

As coleiras serão distribuídas gratuitamente pelo governo, de casa em casa, acompanhadas por um exame de sangue de rotina, realizado regulamente para diagnosticar a evolução da doença na comunidade canina.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) se reuniu nesta quarta-feira (19) com o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de Campo onde foram definidos os primeiros bairros que irão compor o programa.

Na reunião foram escolhidos os bairros Pioneiro, Jardim Batistão, Nova Campo Grande, Mata do segredo, Universitário e Jardim veraneio. Em Campo Grande a previsão inicial é colocar em 15 mil cães a coleira com repelente contra o mosquito de leishmaniose.

A Secretaria de Estado de Saúde irá realizar reunião com os municípios de Corumbá e Três Lagoas para definir a quantidade de animais e os bairros que farão parte do programa.

A previsão é que a partir de janeiro de 2022 inicie a implantação do programa, após a adesão dos municípios.

  • fonte: Correio do Estado