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O candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul pelo partido Agir, Daniel Junior, foi categórico ao afirmar que o fim da escala 6×1 (redução de jornada de trabalho) pode impactar negativamente o pequeno comerciante no estado. Em entrevista ao Jornal da Hora (Rádio Hora-FM 92.3), o postulante fez duras críticas ao Governo Federal, alegando que os “empregadores não foram ouvidos no processo e que embora a proposta possa parecer benéfica para o trabalhador, o custo final recai sobre os comerciantes e geradores de riqueza, que vai absorver esse impacto.
“Uma iniciativa como essa tem que ter ampla discussão e isso não aconteceu. O que me decepciona é que esse governo do PT não ouve ninguém e aproveita esse tipo de proposta com objetivos eleitoreiros”, desabafou o candidato
Durante a sabatina, Daniel Junior também expressou descontentamento com o atual cenário de polarização ideológica. “Eu não sou contra nem o bolsonarismo, nem o lulismo. Eu sou contra o extremismo”, afirmou. Ele destacou que sua candidatura pelo partido Agir se constrói como uma “campanha sem ódio”, buscando dialogar com a população de forma mais leve, pragmática e propositiva.
Bandeira social: foco em creches e ensino integral
Uma das principais propostas apresentadas pelo candidato é a expansão de escolas em tempo integral e a ampliação expressiva de creches nas cidades sul-mato-grossenses. A defesa ferrenha dessa pauta, segundo ele, é motivada pelas dificuldades relatadas por mães chefes de família, que enfrentam barreiras para ingressar ou se manter no mercado de trabalho por falta de vagas para os filhos. “A educação é o futuro do Brasil e do nosso estado”, pontuou. Além disso, Danielzinho alertou para o risco crescente do “analfabetismo digital” e sugeriu a abertura de escolas nos finais de semana para oferecer cursos profissionalizantes focados em tecnologia e inteligência artificial, preparando a força de trabalho para as demandas do mercado futuro.
Inclusão digital e o mercado de trabalho
O avanço tecnológico e a transformação digital também foram temas centrais na entrevista. Para o candidato, a inserção na cultura digital é fundamental na realidade atual, e o mercado local perde competitividade se não acompanhar esse ritmo.
Daniel fez um alerta sobre a necessidade de capacitação e reciclagem profissional: “Quem não se preocupar com essa questão vai ser um analfabeto técnico. O advogado, o médico e o jornalista precisam se atualizar constantemente; caso contrário, vão ficar desempregados”.
Combate ao uso político da habitação popular
Atuando profissionalmente como corretor de imóveis, Daniel Junior ressaltou que conhece de perto o déficit habitacional e as necessidades das famílias de baixa renda no estado. Ele criticou o que chama de “uso político” dos programas de moradia, apontando que a “politicagem” resulta em demoras excessivas na entrega e construção de casas populares em Mato Grosso do Sul.
Como compromisso de campanha, o candidato do Agir garantiu que atuará firmemente no Senado Federal para combater essas práticas e desburocratizar o acesso à moradia digna.
Por Marcelo Nunes
Assista a entrevista na íntegra
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