Colheita da maçã: Mais de 5 mil indígenas de MS contratados pelo 10° ano

Presidente do Coletivo dos Trabalhadores Indígenas de MS, José Carlos Pacheco

Uma ação que existe desde 2014, de parceria entre a Funtrab (Fundação do Trabalho), o Governo do Estado e o Ministério Público do Trabalho, juntamente com o Coletivo dos Trabalhadores Indígenas de MS proporciona aos povos originários a oportunidade de trabalhar na colheita de maçã nos estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul e movimenta a economia sul-mato-grossense em mais de R$ 26 milhões. 

A ação já existe há mais de dez anos, e neste ano mais de cinco mil trabalhadores foram contratado para o processo migratório da colheita da maçã. Em entrevista ao Jornal da Hora desta sexta-feira (23), o presidente do Coletivo dos Trabalhadores Indígenas de MS, José Carlos Pacheco afirmou que atualmente existem mais de sete empresas sulistas que fazem a contratação. “É um trabalho sazonal, para 90 dias, e nesse tempo os trabalhadores ganham o sustento para suas famílias”, afirmou o presidente.

Além disso, José Carlos Pacheco diz que isso traz esperança novamente para os trabalhadores indígenas. “Os trabalhadores levam para suas famílias em torno de R$ 3 mil reais. Isso traz benefícios para eles. Muitos chegam para mim e falam ‘tá vendo essa casa? é com o dinheiro da maçã’. E isso é muito bom, pois vemos o sorriso daquela família que é beneficiada com o fruto desse trabalho”. 

O presidente do Coletivo também lembra que os indígenas estão conquistando seu espaço e levando entendimento para a sociedade de que são capazes sim de fazer todas as coisas, e deixa um recado para que o governo os valorize e qualifique seu trabalho, “para que possamos cada vez mais fazer parte do estado”.

Foto: Funtrab MS