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Nesta terça-feira (24), o Pantanal ganhou ainda mais destaque com o Pantanal Day, promovido pelo Instituto de Pesquisa Ecológicas (IPÊ), em parceria com a organização da sociedade civil brasileira, The Pew Charitable Trusts e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
A conferência “Pantanal em Movimento: Ciência, Governança e Financiamento para a Conservação de Espécies Migratórias” acontece como um painel dentro da programação da COP 15, que reúne representantes públicos e organizações para dialogar a respeito da conservação das espécies migratórias e meios para incentivar o desenvolvimento sustentável na região.
O objetivo é que, até o final desta manhã, o evento consiga estabelecer uma agenda para o Pantanal, com ações vinculadas à governança, ciência e financiamento, distribuídas em um período de três anos. Além disso, a proposta é também ampliar a visibilidade do Pantanal em contexto internacional.
O que já está sendo realizado?
A conferência acontece com o intuito de levantar novas iniciativas, mas também fortalece as que já existem. A lei do Pantanal, implementada neste ano, estabelece diretrizes para conservação e uso sustentável das áreas utilizadas, incluindo o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para produtores que preservam vegetação nativa.
Ao todo, 96% do Pantanal é composto por propriedades privadas e, de acordo com o Secretário de meio ambiente, ciência, tecnologia e inovação, Jaime Verruck, isso faz com que a articulação das políticas públicas para a conservação do bioma dependam de um diálogo com os proprietários de terra.
“O nosso foco é a pecuária sustentável, um programa chamado Fazenda Sustentável, da própria Embrapa. Hoje as propriedades podem fazer a supressão vegetal de no máximo 50%, é no limite. A lei trouxe restrições em relação a essas condições. Então, a ideia é: nós vamos preservar, manter a atividade econômica, a pecuária e o turismo, de tal forma que a gente preserve esse bioma que tem hoje 83% das suas condições ainda na condição original de nativos”, afirma Verruck.
Além da lei, o poder público também prevê a ampliação das unidades de preservação, com a incorporação de cerca de 104 mil hectares ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação. O anúncio oficial foi realizado no último domingo (22), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Por Redação Grupo Hora
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