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Na última semana, o número de atendimento de urgência por síndromes respiratórias saltou de 3.669 para 4.340 em Campo Grande. Assim, a procura por UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) subiu 18,3% em sete dias, segundo o Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde).
Campo Grande tem 540 notificações por SRAG (síndrome respiratória aguda grave) neste ano. Dessas, 40 foram confirmadas para influenza, 56 para VSR (vírus sincicial respiratório), 141 para rinovírus, 15 para covid-19 e 17 para metapneumovírus. O restante não foi especificado ou está em investigação.
Em comparação com 2025, as notificações diminuíram. No entanto, o aumento de pessoas com sintomas de vírus respiratórios que procuram atendimentos de urgência é o que preocupa a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). “Esse crescimento acende um sinal de alerta, especialmente em relação à influenza”, diz a superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo.
O inverno, período de maior circulação dos vírus respiratórios, ainda está por vir. Ou seja, os casos podem aumentar ainda mais nas próximas semanas. Além disso, a alta de procura por atendimentos pressiona o sistema de saúde e aumenta o tempo de espera nas UPAs.
UPA ou UBS?
Em geral, segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, pacientes procuram unidades de saúde com sintomas iniciais leves, como coriza, dor no corpo e dor de garganta. No entanto, a SRAG (síndrome respiratória aguda grave) pode ficar mais grave nos grupos de risco.
“Principalmente em pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas, pode evoluir para quadros mais sérios, com desconforto respiratório, febre alta e até necessidade de suporte ventilatório e internação”, detalha Veruska Lahdo.
Assim, ela explica que apenas casos graves devem ser direcionados ao atendimento de urgência e divisão correta ajuda a evitar a sobrecarga nas UPAs. “Sintomas leves podem ser atendidos nas UBSs [Unidades Básicas de Saúde], enquanto casos mais graves, como febre alta e dificuldade respiratória, devem ser direcionados às UPAs”, conclui a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau.
Centro de Emergências em Saúde
Conforme a superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo, não há previsão de acionamento no Coes (Centro de Operações de Emergências em Saúde), mas a possibilidade segue aberta, se os casos e atendimentos aumentarem mais.
Na última quinta-feira (15), a Sesau revogou a norma que mantinha um Coes (Centro de Operações de Emergências em Saúde) permanente. Agora, ele será acionado apenas em situações específicas, em que houver risco, surto, epidemia ou qualquer evento que configure Emergência em Saúde Pública.
Enquanto isso, evolução da SRAG é acompanhada pela Sala de Situação de Vírus Respiratórios. “A Secretaria mantém reuniões periódicas para monitorar e não descarta a adoção de medidas mais emergenciais, como a ativação de um centro de operações, caso o cenário se agrave”, diz Veruska Lahdo.
Dia D neste sábado
A cobertura vacinal contra gripe está tão baixa, que a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) decidiu fazer o segundo Dia D do ano neste sábado (25). Apenas 18,4% do público-alvo já procurou imunização na Capital, após quase um mês de campanha e em meio ao período de maior circulação dos vírus respiratórios.
“Precisamos do apoio dessa população, principalmente idosos, gestantes, quem tem criança de 6 meses a 6 anos, que busquem durante a semana uma das 74 unidades de saúde. Ou, neste sábado, teremos 27 pontos de vacinação na Capital”, diz a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo.
Um desses pontos é a Praça Ary Coelho, que receberá vacinação entre 8h e 16h deste sábado (25). Nas unidades de saúde, a imunização ocorre entre 7h30 e 16h45.
Podem vacinar-se integrantes dos seguintes grupos prioritários:
- Trabalhadores do transporte coletivo rodoviário;
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
- Idosos;
- Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto);
- Profissionais da saúde;
- Trabalhadores da educação;
- Forças de segurança e salvamento;
- Indígenas e quilombolas;
- Pessoas com comorbidades;
- Trabalhadores dos Correios;
- Caminhoneiros.
Fonte: Midiamax
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