Com o retorno das aulas, o aumento no fluxo de pessoas no transporte coletivo da Capital tem causado transtorno

A aglomeração no transporte coletivo é uma realidade diária para usuários do serviço em Campo Grande. Com o retorno às aulas presenciais e a lotação dos veículos, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul notificou judicialmente a Agência Municipal de Transportes e Trânsito (Agetran) e o Consórcio Guaicurus cobrando que mais ônibus circulassem na Capital.
“Recebemos diversas reclamações de usuários do serviço, o número de veículos circulando está restrito e estamos questionando o Consórcio sobre o retorno das aulas presenciais, milhares de alunos utilizam o serviço diariamente, é necessário termos mais ônibus nas ruas”, apontou a defensora pública, Jane Inês Dietrich.
Com o retorno das aulas na Rede Estadual de Ensino (REE) e Rede Municipal de Ensino (Reme) o aumento no fluxo de pessoas no transporte coletivo da Capital tem causado transtorno.
Atualmente, o transporte público está operando com a lotação máxima de 70% dos ônibus, conforme determina o decreto municipal, devido à pandemia da Covid-19.
A defensora explicou que a Agetran também foi notificada pois deve fiscalizar o número de ônibus em circulação. “Agetran fiscaliza o serviço e autoriza a diminuição de veículos em circulação, por isso também foram notificados”, alegou.
Conforme noticiado, a Agetran orientou que o Consórcio Guaicurus, disponibilize apenas um veículo extra para as linhas mais movimentadas, o que não foi suficiente para suprir a demanda.
De acordo com a procuradoria, a notificação já foi encaminhada e agora cabe aos envolvidos enviar as justificativas.
“O transporte coletivo não está em declínio, o que está em declínio é a qualidade. O serviço precisa ser reestruturado, milhares de pessoas utilizam todos os dias. É necessário que circule nos veículos a capacidade máxima de passageiros correspondente ao número de assentos do veículo, estamos em meio a uma pandemia”, alegou a defensora.
A reportagem tentou contato com a Agetran e o Consórcio Guaicurus para repercutir o assunto, mas não tivemos resposta até a publicação do conteúdo.
- Fonte: Correio do Estado

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