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Após o anúncio da possibilidade de um “Super El Niño”, o fenômeno climático voltou a ganhar destaque em manchetes de jornais e portais de notícias em todo o país. Em meio a previsões de calor extremo, estiagens prolongadas e chuvas intensas, especialistas alertam para a importância de compreender o que, de fato, caracteriza o fenômeno e quais são seus possíveis impactos.
O El Niño é um evento climático natural que ocorre em intervalos irregulares, geralmente entre dois e sete anos. Ele é provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais da região central e leste do Oceano Pacífico Equatorial. Embora esse aquecimento aconteça a milhares de quilômetros do Brasil, seus efeitos alteram a circulação da atmosfera e influenciam o comportamento do clima em diferentes partes do planeta.
As mudanças podem afetar o regime de chuvas, a intensidade dos ventos e as temperaturas, mas os impactos variam conforme a região e a intensidade do fenômeno. Por isso, especialistas destacam que a ocorrência de um El Niño não significa, necessariamente, a confirmação de eventos climáticos extremos em todas as localidades.
Para esclarecer como o fenômeno se forma e quais reflexos ele pode trazer para Mato Grosso do Sul, o Jornal da Hora recebeu, na manhã desta quarta-feira (22), o pesquisador do Laboratório de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Thiago Rangel Rodrigues.
Durante a entrevista, o pesquisador explicou os mecanismos que dão origem ao El Niño, detalhou os efeitos esperados para o Estado e comentou como as mudanças climáticas podem influenciar a intensidade desses eventos, ajudando a população a compreender um tema que frequentemente ganha espaço no noticiário, mas que nem sempre é apresentado com o devido contexto científico.
Tendo o agronegócio como principal atividade econômica, Thiago explicou ainda como os produtores rurais de MS podem ser afetados e que fatores devem ser observados.
“A plantação depende das condições de temperatura e de chuva. Essas condições são variáveis, principalmente quando acontece um super El Niño, então possivelmente na região sul do estado, teremos uma maior quantidade de chuva, o que também não é bom pros produtores. Na região norte do estado possivelmente teremos aumento de temperatura e um decréscimo na quantidade de chuvas na região pantaneira também”, afirma.
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Assista a entrevista na íntegra:
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