Com epidemia e quatro mortes pela doença, o sistema de saúde de Dourados enfrenta superlotação

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Em meio à epidemia de chikungunya, que causa superlotação em unidades de saúde de Dourados, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) disponibilizou 15 leitos no Hospital Regional da cidade. As vagas serão destinadas a atendimento de casos relacionados à doença.
A ampliação de leitos alivia a pressão sobre o sistema de saúde do município. O HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) vive aumento de 20% nas internações por conta do surto. Além disso, o Hospital da Missão Evangélica Caiuá também enfrenta superlotação. Atendimentos básicos são realizados em hospital de campanha, na quadra de uma escola.
Na segunda-feira (23), reunião entre equipes da SES, da prefeitura e da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) definiu ações emergenciais para o combate da epidemia. Entre elas, o Ministério da Saúde vai contratar por três meses, em caráter emergencial, 20 agentes de combate a endemias na cidade.
Além disso, conforme a SES e o Ministério, as estratégias estabelecidas na reunião incluem melhor organização da regulação assistencial, transporte sanitário e integração entre as redes pública e privada.
HU-UFGD lotado
O aumento da demanda por atendimentos relacionados à chikungunya gerou impacto direto na rotina assistencial do HU-UFGD.
A unidade informou que, na manhã desta segunda-feira (23), havia 16 pacientes internados, sendo 15 com suspeita de chikungunya e um com diagnóstico confirmado da doença. Assim, atualmente, as clínicas de Pediatria, Clínica Médica e a Maternidade operam com capacidade máxima.
Alta de quase 8% nos casos
Em apenas dez dias — entre 7 e 17 de março — o número de casos prováveis subiu 7,89% em Mato Grosso do Sul. Eram 2.446 registros, que saltaram para 2.639. O Estado segue liderando a incidência nacional de chikungunya, com 90,2 casos prováveis a cada 100 mil habitantes. No Brasil, a incidência é de apenas 7,8.
Os boletins epidemiológicos de arboviroses são semanais, mas ainda não foram publicados com dados atualizados das semanas anteriores. As últimas informações disponibilizadas pela SES referentes à evolução da dengue e chikungunya no Estado datam de 7 de março. Ou seja, há um vazio de dados dos últimos 16 dias.
Em nota, a pasta justifica que houve ajuste no cronograma de disponibilização do boletim, justamente por conta do cenário de emergência em saúde pública. Não há previsão de publicação no site oficial da SES.
Confira o posicionamento da SES na íntegra:
“A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) informa que houve um ajuste pontual no cronograma de divulgação do boletim epidemiológico de arboviroses em razão do atual cenário de emergência em saúde pública.
As equipes técnicas da Secretaria estão mobilizadas e atuando prioritariamente nas ações de resposta no município de Dourados, com foco no monitoramento e controle de casos, o que impactou temporariamente os fluxos operacionais de consolidação e publicação dos dados.
A SES reforça que o boletim epidemiológico referente à semana 10 encontra-se em fase final de elaboração e será disponibilizado no site oficial da Secretaria tão logo seja concluído.
A Secretaria reafirma seu compromisso com a transparência das informações e a atualização regular dos dados epidemiológicos à população.”
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Fonte: Midiamax
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