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Termo que engloba mais de 100 doenças, o câncer figura como a segunda maior causa de morte no mundo e ainda carrega estigmas associados ao medo e à incerteza. No entanto, os avanços da medicina têm contribuído para mudar esse cenário, ampliando as chances de cura por meio do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, especialmente quando a doença é identificada nos estágios iniciais. Nesse contexto, o Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em abril, reforça que o enfrentamento da doença vai além dos procedimentos médicos, envolvendo também aspectos emocionais, sociais e financeiros, que influenciam diretamente na continuidade e no sucesso do tratamento.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que entre 30% e 50% dos casos podem ser prevenidos. Além disso, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com tipos comuns da doença, como câncer de mama ou de próstata, no início, têm chances reais de cura. Ainda assim, enfrentar a doença vai muito além de seguir protocolos clínicos.
Na prática, isso significa que o paciente precisa lidar não apenas com os efeitos físicos da doença, mas também com o impacto psicológico do diagnóstico, mudanças na rotina, afastamento do trabalho e, muitas vezes, com o isolamento social. Nesse contexto, o acolhimento e o suporte comunitário deixam de ser complementares e passam a ser parte essencial do cuidado.
Em Campo Grande, a Associação Brasileira de Assistência às Pessoas com Câncer (ABRAPEC) atua justamente nesse ponto. A organização oferece suporte psicológico, orientação nutricional e apoio jurídico, mas seu diferencial está na construção de um ambiente de acolhimento contínuo. Mais do que assistência técnica, a instituição promove convivência, troca de experiências e fortalecimento emocional.
O espaço se torna um ponto de encontro onde pacientes e familiares podem compartilhar suas vivências, reduzir a sensação de solidão e encontrar forças para seguir com o tratamento. Essa rede de apoio tem impacto direto na adesão às terapias, ajudando pacientes a manterem a regularidade das consultas e a enfrentarem os efeitos colaterais com mais resiliência.
Segundo a assistente social da ABRAPEC, Carolina da Rosa Brunet, esse suporte é decisivo para que o paciente consiga atravessar todas as etapas do tratamento. “A equipe vem para mostrar que é uma doença longa, sim. A gente não esconde nem máscara isso, mas é possível passar pelo tratamento. A partir do momento em que apresentamos essa realidade e mostramos às pessoas que já concluíram o tratamento e hoje não vivem mais o câncer, mostramos que existe esperança de um desfecho positivo”, explica.
COMO CONTRIBUIR
A ABRAPEC é uma instituição sem fins lucrativos e que atua oferecendo suporte psicossocial para pacientes de câncer, incluindo suplementação nutricional, fraldas, cestas básicas, além de palestras e oficinas que incentivam o artesanato e a busca pelos direitos.
Todo esse trabalho só é possível com o apoio da sociedade civil. Para realizar qualquer tipo de doação e saber mais sobre como funciona a associação, entre em contato pelo número (67) 9 8183-0038.
A luta contra o câncer é, acima de tudo, uma jornada humana. E, como toda jornada difícil, torna-se mais possível quando não é preciso enfrentá-la sozinho.
Por Redação Grupo Hora
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