
Nesta quarta-feira (06), o infectologista, professor titular da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Rivaldo Venâncio, falou em entrevista ao Jornal da Hora, sobre a vacina do coronavírus e a polêmica da volta às aulas em alguns estados. Segundo ele, a FIOCRUZ e o Instituto Butantan estão trabalhando com a perspectiva de, até a terceira semana de janeiro, já iniciar a vacinação coordenada pelo PNI (Programa Nacional de Imunização), do Ministério da Saúde.
A prioridade é para os profissionais de saúde que estão na linha de frente no atendimento às pessoas com coronavírus, e os grupos populacionais mais vulneráveis. Inicialmente, a FIOCRUZ terá um aporte de dois milhões de doses dirigidas essencialmente para esses trabalhadores. O Instituto Butantan já dispõe de aproximadamente 10 milhões de doses de vacina, então a previsão é de que, até o final de fevereiro, o volume de brasileiros sendo vacinados seja muito grande. “Certamente, o início da vacinação terá um impacto sobre a magnitude da transmissão que observamos nesse momento”.
Mesmo com essa perspectiva, o pesquisador não é favorável à volta às aulas ainda. Para ele, para acontecer o retorno dos estudantes às escolas, teria que haver um distanciamento de, no mínimo, 1 metro e meio entre cada aluno, com isso, teriam que abrir mais salas de aula e contratar mais professores. Além disso, há inúmeros estudantes que utilizam o transporte público, aumentando o risco de contaminação e de transmissão do vírus. “Seria um contrassenso, em um momento de tamanha gravidade, abrir a possibilidade de mais uma frente de intensificação da transmissão do vírus. No meu entendimento, neste momento em que estamos, início de janeiro, falar em retorno às aulas é uma loucura”, afirmou.
Mas a perspectiva com a vacinação é boa, sendo inicialmente a vacina de Oxford-FIOCRUZ, e Sinovac-Butantan, com a possibilidade de, em algumas semanas a mais, chegar a Pfizer, a vacina americana. Para o final de março, início de abril, teria a vacina indiana, a Covacci, e outra vacina americana, com capacidade mais limitada. Ao todo, no mundo, são cerca de 20 a 25 vacinas em fase final de testes, o que possibilita a solicitação de registro. “Não faltarão vacinas”, tranquiliza o infectologista.
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