“Nós temos que olhar para todos, o Pantanal não pode esperar”, afirma biólogo sobre ações das autoridades no Pantanal

O Jornal da Hora desta quinta-feira (01) entrevistou o professor e membro do Conselho Temático de Meio Ambiente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (COEMA/FIEMS), Thomaz Lipparelli, que abordou sobre as queimadas do pantanal.

Segundo o especialista, nesse debate sobre as queimadas deveria estar em pauta o que está sendo feito e as consequências que virão após período de incêndios. “Nós temos que pensar no que vai acontecer depois, temos aí uma questão muito importante que é a cobrança, temos que cobrar dos responsáveis por esses incêndios criminosos, e sabemos que o homem pantaneiro não causaria isso de forma alguma”.

Ele ressalta que é importante que os responsáveis por tais atos criminosos sejam cobrados pela justiça e que não fiquem impunes, para que ação não se repita nos próximos anos. “Mato Grosso do Sul não pode mais se expor dessa forma, nós temos que expor nossos Ipês que estão floridos, nossas espécies que estão se reproduzindo, os pássaros que estão em seus ninhos procriando, nós deveríamos estar vendendo a imagem positiva do estado e infelizmente o que está sendo visto é o caos estabelecido”.

Neste final de semana a Comissão Temporária Externa do Senado fará uma reunião em Corumbá e Ladário para acompanhar as ações no Pantanal. A reunião contará com a participação dos ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Tereza Cristina (Agricultura). Lipparelli explica que aproveitará oportunidade para propor soluções com resultados práticos e rápidos. “Nesta reunião iremos sugerir soluções exequíveis e que tenham resultados práticos e rápidos, o pantanal não pode esperar”.

Thomaz afirma que continuará cobrando ações imediatas para que a história não se repita. “Tá na hora do governo federal e do governo do estado colocar a mão na massa, então nessa reunião que vai acontecer em Corumbá, estaremos pautando a nossa fala em relação a isso, nós vamos estar cobrando ações imediatas pois sabemos que se não acontecerem agora, estaremos aqui novamente ano que vem falando sobre o problema do pantanal.

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