
O Papa Leão XIV comentou diversas vezes, nesta última semana, sobre o uso da inteligência artificial em todo o mundo. Segundo ele, é preciso ter cuidado para que a vida na Terra não se torne um “paraíso de máquinas”.
As declarações ocorreram, principalmente, durante a viagem dele à França. Ao todo, foram duas as ocasiões mais incisivas de suas falas: nos dias 24 e 25 de setembro, ainda no Vaticano e durante uma reunião da Unesco, em Paris.
Na primeira delas, Leão XIV destacou os benefícios que as IAs podem trazer para a humanidade, gerando avanços nas ciências, na medicina e na criatividade. Entretanto, também criticou seu uso, alertando para os riscos que podem representar à privacidade e para a possibilidade de serem utilizadas como ferramentas de espionagem, manipulação e discriminação.
Um dia depois, o Papa voltou a tocar no assunto e discursou sobre a possibilidade de um “paraíso de máquinas”. O termo se refere a um mundo em que as máquinas dominariam o cotidiano da vida humana e as decisões de modo geral, reduzindo o poder de decisão e a autonomia das pessoas.
O tema das inteligências artificiais segue gerando cada vez mais polêmica, diante do aumento da autonomia dessas tecnologias e da necessidade de uma regulamentação ainda mais rígida.
Por João Arakaki
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