Para presidente da Famasul, Marco Temporal traz segurança aos produtores rurais e dignidade aos indígenas

A Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul, Famasul, realizou na tarde desta quinta-feira (28) um pronunciamento oficial a respeito do Marco Temporal. A tese jurídica que declara que devem ser demarcadas apenas as terras que estavam em posse de indígenas antes da promulgação da Constituição Brasileira em 1988, foi defendida pela Famasul.

Durante o pronunciamento, o presidente do sistema Famasul, Marcelo Bertoni, ressaltou que a instituição apoia a tese. Para ele, os pequenos produtores serão os afetados pela falta do marco. Conforme o presidente, a sanção do Marco Temporal vai resultar no aumento da segurança nas áreas rurais para os produtores e moradores.

“O Senado aprovou o Marco Temporal trazendo de volta para os produtores rurais a segurança. Por que eu falo da segurança das propriedades? Porque quando se derruba o Marco não há limite. E não vai parar, porque a partir do momento que eu não tenho um marco, que fale que é até este momento, a insegurança é muito grande”, disse Bertoni.

Além de demarcar as terras, o Marco Temporal também declara que as áreas podem ser exploradas economicamente. Para Marcelo Bertoni, trabalhar nas áreas demarcadas é uma forma de  fazer com que o indígena possa alcançar sua dignidade. Conforme o presidente, os indígenas passam por diversas dificuldades, e não precisam somente de terras, mas também de oportunidades.

“Nós temos problemas dentro de grandes cidades, que também estão dentro de aldeias. O que nós precisamos fazer por esses índios hoje, não é terra. Eles não têm água potável, não tem escola e não têm saúde. Porque eles não podem produzir nas suas áreas, e tem que continuar vivendo sem dignidade? O que adianta ter um monte de terra se eles estão passando fome?”, declarou o presidente.

Após ser declarado inconstitucional em votação do Supremo Tribunal Federal, STF, o projeto foi aprovado pelo Senado. A tese agora segue para sanção presidencial.

Fotos e textos: Reuel Oliveira